Brasil dispara no vício induzido pelos pais na droga da obediência – Ritalina

Vamos lá papais e mamães, enfiar um vício nas suas crianças só porque elas são agitadas… como todas as crianças saudáveis são.

Vício
Como poderemos pretender um mundo com mentes criativas e contestadoras dos velhos paradigmas, se enfiamos nas crianças num vício que serve para a obediência?

Calvin e Haroldo - Ritalina

 

Tabela mostra como estão ERRADOS os diagnósticos brasileiros. MUITO errados.
Clique na imagem para ver como estão errados os diagnósticos brasileiros

 

A vida não é uma reta perfeita. Acostume-se com algum sofrimento e dificuldades.

O caminho da vida NATURALMENTE não é para ser fácil
O caminho da vida NATURALMENTE não é para ser fácil

Problemas normais da vida são designados pelas indústrias farmacêuticas como DOENÇAS MENTAIS, precisando assim de remédios cuja eficácia não podem ser mensurados, mas que causam efeitos secundários notáveis. Dessa forma:

Timidez………….vira…..Desordem de Ansiedade Social……………código 300.23

Perda de um ente…..vira…..Desordem Depressiva Maior………… código 296.2

Saudades de casa….vira..Desordem de ansiedade de separação… código 309.21

Desconfiança…..vira …..Desordem de Personalidade paranoica…código 301.00

Ter altos e baixos…..vira……Transtorno Bipolar………….………….código 296.00

Ser distraído…………vira.….. DHDA………………….…………………... código 314.9

É por isso que é quase impossível hoje em dia ir num psiquiatra hoje e não ser diagnosticado com uma doença mental. Em quase 100% destes diagnósticos são recomendados psicoativos. No geral, eles causam cerca de 700.000 reações adversas e 42.000 mortes durante um ano. Os psiquiatras recebem comissões pela indicação destes remédios e a indústria farmacêutica lucra U$ 330.000.000.000 por ano. Estes remédios não tem um poder de cura comprovados. A única coisa que se comprova é uma extensa lista de efeitos secundários nocivos. Está cada vez mais proibido viver com dores, o sofrimento é proibido, temos que viver dentro de uma propaganda de absorvente. Sem sofrimento, não aprendemos a lidar com o mundo real, não evoluímos e não temos coragem para suportar a vida como ela é.

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Comentários

Leticia Delpizzo
9 de julho de 2015
Muito cuidado nessas afirmações. Esse remédio, adequadamente prescrito, tem ajudado inúmeras pessoas e suas famílias. Não condenem os bem orientados eticamente pelos exageros da ciência!
Desconhecido
2 de setembro de 2015
As vezes é mais fácil tratar como doença o que é apenas uma falta de carinho e atenção cuidado galera temedio é coisa séria ainda mais quando se trata de criança ...prestem Mais atenção às vezes a criança só quer chamar a atenção
Reinaldo Müller
31 de maio de 2016
O que é TDAH? Isso existe mesmo? Vamos analisar todas as implicações dentro de um contexto plural, panorâmico e embasado, cientificamente. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD. Existe mesmo o TDAH? Ele é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola. Existe controvérsia sobre a existência do TDAH? Não, nenhuma. Existe inclusive um Consenso Internacional publicado pelos mais renomados médicos e psicólogos de todo o mundo a este respeito. Consenso é uma publicação científica realizada após extensos debates entre pesquisadores de todo o mundo, incluindo aqueles que não pertencem a um mesmo grupo ou instituição e não compartilham necessariamente das mesmas ideias sobre todos os aspectos de um transtorno. Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe? Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até mesmo má-fé. Alguns chegam a afirmar que o TDAH não existe, que é uma invenção médica ou da indústria farmacêutica para obterem lucros com o tratamento. No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca publicaram qualquer pesquisa demonstrando o que eles afirmam categoricamente e não fazem parte de nenhum grupo científico. Quando questionados, falam em experiência pessoal ou então relatam casos que somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas especializadas. Muitos escrevem livros ou têm sites na Internet, mas nunca apresentaram seus resultados em congressos ou publicaram em revistas científicas para que os demais possam julgar a veracidade do que dizem. Os segundos são aqueles que pretendem vender alguma forma de tratamento diferente daquilo que é atualmente preconizado, alegando que somente eles podem tratar de modo correto. Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH com medicamentos causa conseqüências terríveis. Quando a literatura científica é pesquisada, nada daquilo que eles afirmam é encontrado em qualquer pesquisa em qualquer país do mundo. Esta é a principal característica destes indivíduos: apesar de terem uma aparência de cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o que dizem. O TDAH é comum? Ele é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos. Quais são os sintomas de TDAH? O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas: Desatenção > falta de concentração, foco, incapacidade de realizar tarefas que exigem certa meticulosidade... Hiperatividade-impulsividade: o TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas" e com "bicho carpinteiro" ou ligados por um motor (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas, todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites. Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados egoístas. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão. Quais são as causas do TDAH? Já existem inúmeros estudos em todo o mundo - inclusive no Brasil - demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (as práticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos. Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela incapacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento. O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente, dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios). Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões. A) Hereditariedade: Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também afetados com TDAH era mais freqüente do que nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas é cerca de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familiar). Como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorrência dentro da família pode ser devido a influências ambientais, como se a criança aprendesse a se comportar de um modo "desatento" ou "hiperativo" simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel dos genes. Foi preciso, então, comprovar que a recorrência familiar era de fato devida a uma predisposição genética, e não somente ao ambiente. Outros tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter certeza da participação de genes: os estudos com gêmeos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se pais biológicos e pais adotivos de crianças afetadas, verificando se há diferença na presença do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 3 vezes mais TDAH que os pais adotivos. Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos (bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, gravidade etc...). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de semelhança genética, ao contrário dos fraternos (50% de semelhança genética), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a única explicação é a participação de componentes genéticos (os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.). Quanto mais parecidos, ou seja, quanto mais concordam em relação àquelas características, maior é a influência genética para a doença. Realmente, os estudos de gêmeos com TDAH mostraram que os univitelinos são muito mais parecidos (também se diz "concordantes") do que os fraternos, chegando a ter 70% de concordância, o que evidencia uma importante participação de genes na origem do TDAH. A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do TDAH foi começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência genética. O que acontece nestes transtornos é que a predisposição genética envolve vários genes, e não um único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, também). Provavelmente não existe, ou não se acredita que exista, um único "gene do TDAH". Além disto, genes podem ter diferentes níveis de atividade, alguns podem estar agindo em alguns pacientes de um modo diferente que em outros; eles interagem entre si, somando-se ainda as influências ambientais. Também existe maior incidência de depressão, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e abuso de álcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH. B) Substâncias ingeridas na gravidez: Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação de causa e efeito. C) Sofrimento fetal: Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A relação de causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela própria tem (e que passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de problemas no parto. D) Exposição a chumbo: Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa criança com TDAH, já que isto é raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica. E) Problemas Familiares: Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta idéia. As dificuldades familiares podem ser mais conseqüência do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais). Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo. F) Outras Causas Outros fatores já foram aventados e posteriormente abandonados como causa de TDAH: 1. corante amarelo 2. aspartame 3. luz artificial 4. deficiência hormonal (principalmente da tireóide) 5. deficiências vitamínicas na dieta. Todas estas possíveis causas foram investigadas cientificamente e desacreditadas. Sobre o tratamento O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação é parte muito importante do tratamento. A psicoterapia que é indicada para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) . Não existe até o momento nenhuma evidência científica de que outras formas de psicoterapia auxiliem nos sintomas de TDAH. O tratamento com fonoaudiólogo está recomendado nos casos onde existe simultaneamente Transtorno de Leitura (Dislexia) ou Transtorno da Expressão Escrita (Disortografia). O TDAH não é um problema de aprendizado, como a Dislexia e a Disortografia, mas, o portador de TDAH apresenta dificuldades em manter a atenção, desorganização e inquietude que atrapalham bastante o rendimento dos estudos. É necessário que os professores conheçam técnicas que auxiliem os alunos com TDAH a ter melhor desempenho (Obs: A ABDA oferece cursos anuais para professores). Em alguns casos é necessário ensinar ao aluno técnicas específicas para minimizar as suas dificuldades. Veja a seguir a tabela com os medicamentos utilizados no tratamento: NOME QUÍMICO : Metilfenidato (ação curta) NOME COMERCIAL : Ritalina ,Metadate , Methylin DOSAGEM : 5 a 20mg de 2 a 3 vezes ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: de 3 a 5 horas NOME QUÍMICO : Metilfenidato (ação intermediária) NOME COMERCIAL : Ritalina LA, Metadate ER, Methylin ER -- DOSAGEM : Ritalina LA: 20 a 40mg pela manhã DURAÇÃO DO EFEITO: Cerca de 8 horas NOME QUÍMICO :Metilfenidato (ação prolongada) NOME COMERCIAL :Concerta, Metadate CD DOSAGEM :Concerta: 18 a 72mg pela manhã DURAÇÃO DO EFEITO:Cerca de 12 horas NOME QUÍMICO :Desmetilfenidato (metilfenidato modificado de ação curta) NOME COMERCIAL :Focalin DOSAGEM :2,5 a 10mg 2 vezes ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: 3 a 5 horas NOME QUÍMICO :Anfetamina (ação curta) NOME COMERCIAL :Dexedrine Dextrostat DOSAGEM :5 a 15mg 2 vezes ao dia OU 5 a 10mg 3 vezes ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: 4 a 6 horas NOME QUÍMICO :Anfetamina (ação intermediária) NOME COMERCIAL :Adderall Dexedrine Spansule DOSAGEM :5 a 30mg 1 vez ao dia OU 5 a 15mg 2 vezes ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: 6 a 8 horas NOME QUÍMICO : Anfetamina (ação prolongada) NOME COMERCIAL : Aderall XR DOSAGEM : 10 a 30mg 1 vez ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: Cerca de 12 horas NOME QUÍMICO : Atomoxetina NOME COMERCIAL :Strattera DOSAGEM :10,18,25,40 e 60mg 1 ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: Cerca de 24 horas MEDICAMENTOS DE SEGUNDA LINHA (não são a primeira opção)NOME QUÍMICO : Imipramina (antidepressivo) NOME COMERCIAL :Tofranil DOSAGEM :2,5 a 5mg por kg de peso divididos em 2 doses NOME QUÍMICO :Nortriptilina (antidepressivo) NOME COMERCIAL :Pamelor DOSAGEM :1 a 2,5mg por kg de peso divididos em 2 doses NOME QUÍMICO :Bupropiona (antidepressivo) NOME COMERCIAL :Wellbutrin -- DOSAGEM :50 a 100mg 1 a 3 vezes ao dia (Wellbutrin) OU 100 a 150mg 2 vezes ao dia (Wellbutrin SR) NOME QUÍMICO :Clonidina (medicamento anti-hipertensivo) NOME COMERCIAL : Atensina DOSAGEM : 0,01mg ao deitar ou 2 vezes ao dia -- DURAÇÃO DO EFEITO:12 a 24 horas OBS: O medicamento Aderall é uma mistura de diferentes anfetaminas (de ação curta e intermediária), Dexedrine e Dextrostat são o nome comercial da dextroanfetamina. O tratamento do TDAH: Um trabalho para uma equipe. O TDAH é um distúrbio heterogêneo, que se manifesta em diversas áreas do funcionamento individual: no aprendizado no rendimento profissional na dinâmica intrapsíquica na saúde mental, em sentido estrito no relacionamento com os familiares no relacionamento social Tão amplo é o leque de manifestações desse distúrbio que não é de estranhar que a abordagem ao mesmo no mais das vezes exige a participação simultânea de especialistas em diferentes áreas de atuação. Um exemplo: uma menina com 12 anos com quadro de acentuada dificuldade de concentração, associada a marcada dificuldade de leitura, e que conseqüentemente desenvolveu nítido quadro ansioso, com baixa auto-estima e medo de se expor em situações nas quais existe o risco de fracasso. Essa pequena paciente pode necessitar da ajuda de um médico com conhecimento e experiência no tratamento medicamentoso do transtorno, auxiliado por um especialista em transtorno de aprendizado (uma fonoaudióloga ou uma psicopedagoga) e também, por uma psicóloga (que auxiliará na reconstrução da autoimagem, e na aquisição de hábitos compensadores aos déficits primários do transtorno). Fundamental para o bom resultado do tratamento é a noção de que o tratamento sempre é um trabalho de equipe, e que dessa equipe devem invariavelmente fazer parte a própria pessoa portadora do TDAH e seus familiares. É com esse princípio em mente que devem atuar as pessoas envolvidas nessa empreitada, tarefa essa que pode ser para toda a vida. Quando se trata de crianças e adolescentes, pode ser importante a convocação da escola (professores, orientadores) para fazer parte desse trabalho. Em adultos, não menos importante é a inclusão de familiares, mas, quando possível também de colegas e até chefes no trabalho. O princípio realista que deve orientar a visão adequada da grande maioria dos casos de pessoas com TDAH é o de um trabalho de grupo, duradouro, portanto, muito mais para um desafio do que para uma desculpa. Visões distorcidas sobre o tratamento do TDAH podem assumir a forma de expectativas inadequadamente otimistas ou inadequadamente pessimistas. Olhares otimistas podem nos fazer pensar que basta uma pílula por pouco tempo para resolver todos os problemas, ou que nem é preciso nenhuma intervenção, pois o tempo se encarregará de fazer os ajustes necessários. Opiniões pessimistas são capazes de interromper vidas de satisfação e realização pessoal e profissional devido à resignação com metas inferiores às reais capacidades da pessoa. É crucial descobrir em cada pessoa com TDAH suas melhores potencialidades e ajudar essa pessoa a desenvolvê-las adequadamente. Dito de outra forma, em muitos momentos precisamos focalizar mais no que pode ir bem do que no que está indo mal. Quadro Clínico Sintomas em crianças e adolescentes As crianças com TDAH, em especial os meninos, são agitadas ou inquietas. Freqüentemente têm apelido de "bicho carpinteiro" ou coisa parecida. Na idade pré-escolar, estas crianças mostram-se agitadas, movendo-se sem parar pelo ambiente, mexendo em vários objetos como se estivessem ligadas por um motor. Mexem pés e mãos, não param quietas na cadeira, falam muito e constantemente pedem para sair de sala ou da mesa de jantar. Elas têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes. Elas são facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo, mas também se distraem com pensamentos "internos", isto é, vivem "voando". Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.). Como a atenção é imprescindível para o bom funcionamento da memória, elas em geral são tidas como "esquecidas": esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na véspera da prova, etc. (o "esquecimento" é uma das principais queixas dos pais). Quando elas se dedicam a fazer algo estimulante ou do seu interesse, conseguem permanecer mais tranqüilas. Isto ocorre porque os centros de prazer no cérebro são ativados e conseguem dar um "reforço" no centro da atenção que é ligado a ele, passando a funcionar em níveis normais. O fato de uma criança conseguir ficar concentrada em alguma atividade não exclui o diagnóstico de TDAH. É claro que não fazemos coisas interessantes ou estimulantes desde a hora que acordamos até a hora em que vamos dormir: os portadores de TDAH vão ter muitas dificuldades em manter a atenção em um monte de coisas. Elas também tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não lêem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar). Freqüentemente também apresentam dificuldades em se organizar e planejar aquilo que querem ou precisam fazer. Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual. O TDAH não se associa necessariamente a dificuldades na vida escolar, embora esta seja uma queixa freqüente de pais e professores. É mais comum que os problemas na escola sejam de comportamento que de rendimento (notas). Um aspecto importante: as meninas têm menos sintomas de hiperatividade-impulsividade que os meninos (embora sejam igualmente desatentas), o que fez com que se acreditasse que o TDAH só ocorresse no sexo masculino. Como as meninas não incomodam tanto, eram menos encaminhadas para diagnóstico e tratamento médicos. Sintomas em adultos A existência da forma adulta do TDAH foi oficialmente reconhecida apenas em 1980 pela Associação Psiquiátrica Americana. E, desde então inúmeros estudos têm demonstrado a presença do TDAH em adultos. Passou-se muito tempo até que ela fosse amplamente divulgada no meio médico e ainda hoje, observa-se que este diagnóstico é apenas raramente realizado, persistindo o estereótipo equivocado de TDAH: um transtorno acometendo meninos hiperativos que têm mau desempenho escolar. Muitos médicos desconhecem a existência do TDAH em adultos e quando são procurados por estes pacientes, tendem a tratá-los como se tivessem outros problemas (de personalidade, por exemplo). Quando existe realmente um outro problema associado (depressão, ansiedade ou drogas), o médico só diagnostica este último e deixa passar o TDAH. Atualmente acredita-se que em torno de 60% das crianças com TDAH ingressarão na vida adulta com alguns dos sintomas (tanto de desatenção quanto de hiperatividade-impulsividade) porém em menor número do que apresentavam quando eram crianças ou adolescentes. Para se fazer o diagnóstico de TDAH em adultos é obrigatório demonstrar que o transtorno esteve presente desde criança. Isto pode ser difícil em algumas situações, porque o indivíduo pode não se lembrar de sua infância e também os pais podem ser falecidos ou estar bastante idosos para relatar ao médico. Mas em geral o indivíduo lembra de um apelido (tal como "bicho carpinteiro", etc.) que denuncia os sintomas de hiperatividade-impulsividade e lembra de ser muito avoado, com queixas freqüentes de professores e pais. Os adultos com TDAH costumam ter dificuldade de organizar e planejar suas atividades do dia a dia. Por exemplo, pode ser difícil para uma pessoa com TDAH determinar o que é mais importante dentre muitas coisas que tem para fazer, escolher o que vai fazer primeiro e o que pode deixar para depois. Em conseqüência disso, quem tem TDAH fica muito estressado quando se vê sobrecarregado (e é muito comum que se sobrecarregue com freqüência, uma vez que assume vários compromissos diferentes), pois não sabe por onde começar e tem medo de não conseguir dar conta de tudo. Os indivíduos com TDAH acabam deixando trabalhos pela metade, interrompem no meio o que estão fazendo e começam outra coisa, só voltando ao trabalho anterior bem mais tarde do que o pretendido ou então se esquecendo dele. O portador de TDAH fica com dificuldade para realizar sozinho suas tarefas, principalmente quando são muitas, e o tempo todo precisa ser lembrado pelos outros sobre o que tem para fazer. Isso tudo pode causar problemas na faculdade, no trabalho ou nos relacionamentos com outras pessoas. A persistência nas tarefas também pode ser difícil para o portador de TDAH, que freqüentemente deixa as coisas pela metade. Relacionamento pais/professores Criar um filho com TDAH pode ser incrivelmente desafiador para qualquer adulto. Pais e professores envolvidos na educação dessa criança ou adolescente devem redobrar seu empenho: terão que supervisionar, monitorar ensinar, organizar, planejar, estruturar, recompensar, guiar, colocando sempre os limites de forma clara. Nos aviões, quando pais estão acompanhados por filhos pequenos, a recomendação é: Em caso de despressurização da aeronave, os pais devem colocar as máscaras em primeiro lugar e somente depois nas crianças" Assim deve se dar no caso da TDAH: os pais devem rever-se (na grande maioria dos casos é hereditário), conhecer profundamente o transtorno, tratar-se para aprender e ter estrutura emocional para lidar com seus filhos. Apesar da grande necessidade do portador sentir-se amado, aceito, protegido e compreendido, geralmente irá chamar a atenção de maneira pouco amável, senão desastrosa, já que se sente inadequado, diferente e com baixa autoestima. É preciso muito amor para enxergá-los através do seu comportamento, lembrando-se sempre de suas limitações e de suas reais necessidades. É vital para todo ser humano receber atenção, carinho e reconhecimento. Em função disso, todo comportamento pode ser estimulado, reforçado ou anulado através de 3 reforços: 1º - Reforço Negativo São críticas, reprimendas, castigos, punições, etc. Como reação a todo comportamento negativo, inadequado. Como no caso do TDAH costumam ser muitos, é através desses reforços negativos que a criança/adolescente costuma receber atenção dos que os rodeiam gerando ressentimento e hostilidade na relação. Isso faz com que o comportamento negativo aumente (afinal é só assim que o notam). Essa hostilidade pode também levá-los ao isolamento. 2º - Reforço de Extinção Se é vital para o ser humano ter atenção, carinho e reconhecimento, é mortal ser ignorado. Para se anular um determinado tipo de comportamento, a melhor técnica é ignorá-lo. Se um comportamento não chama a atenção dos demais, provavelmente aos poucos será extinto. 3º - Reforço Positivo São carícias físicas, palavras afetuosas, elogios e reconhecimento por comportamentos positivos. Esse tipo de reforço faz com que o indivíduo empenhe-se nesse padrão de comportamento positivo para continuar sendo notado, reconhecido e elogiado. Dicas para mudança de comportamento: Não usar reforços negativos, somente em último caso, para que os comportamentos negativos não sejam reforçados e aumentados. Usar reforços de extinção um comportamento sem IBOPE provavelmente sairá do ar. Usar reforços positivos. Se a qualquer comportamento adequado (mesmo que para pais e professores não passe de mera obrigação), houver recompensa e/ou reconhecimento, esse tipo de comportamento tende a aumentar cada vez mais. Quando você quer mudar um comportamento indesejável, decida por qual o comportamento positivo quer substituí-lo. Depois de ter reforçado esse novo comportamento positivo freqüentemente por no mínimo uma semana, comece a punir o comportamento oposicional indesejável, com punições brandas, como por exemplo a perda de privilégios. Mantenha sempre a relação de uma punição para três ou mais situações de elogio e recompensa. A tendência é a extinção natural das punições. Infelizmente em face da dificuldade de lidar com filho/aluno com TDAH, os pais e professores podem perder a perspectiva dos seus objetivos. Podem tornar-se irritados, impacientes, confusos e enfurecidos quando suas tentativas iniciais não funcionarem. Respire fundo e lembre-se que o adulto, o técnico, o educador e treinador é você! É necessária muita sabedoria e paciência para equilibrar amor com regras e limites claros na educação. O objetivo é preparar essa criança e/ou adolescente para viver em sociedade, sentindo-se integrado, com boa auto-estima, sabendo respeitar limites (seus e dos outros), regra fundamental para amar e ser amado. Tente olhar de fora da cena, como se fosse um estranho imparcial, racional, sem qualquer envolvimento emocional. Enfoque o comportamento negativo, deficiente e destrutivo que você quer mudar, lembrando sempre que seu filho/aluno tem uma incapacidade, uma dificuldade, e não falta de caráter: ele(a) não consegue controlar o que fala ou faz e com certeza tem qualidades e potenciais a serem valorizados. É MUITO MAIS DIFÍCIL DECEPCIONAR ALGUÉM QUE CONFIA EM NÓS! Dicas de supervisão e controle adequado e positivo: !ais/professores devem colocar limites claros e objetivos, dar instruções positivas e focadas, como por exemplo: "Comece agora a lição de matemática", no lugar do vago "Preste atenção!" Dê responsabilidades com tarefas simples para que se sintam necessários e valorizados. Sempre que possível motive-os com desafios viáveis, proporcionando avaliação freqüente. Desenvolva sistema de créditos, pontos ganhos por dia quando têm boas atitudes ou iniciativas. A penalidade é a perda de bônus a cada infração cometida. A gratificação são os prêmios a serem estabelecidos. Não provocar constrangimento nem menosprezar o filho/aluno por suas dificuldades, nem compará-lo com irmãos ou colegas, principalmente na frente destes. Usar criatividade e flexibilidade para gerar um programa pedagógico adequado às dificuldades do TDAH. Em sala de aula, colocar a criança/adolescente na frente, perto do professor(a) ao lado de colegas que não o distraiam. Proporcionar trabalhos em grupos pequenos e favorecer relações sociais. Lembrar-se da inabilidade em sustentar a atenção por muito tempo: 12 tarefas de 5 minutos cada, dão melhores resultados do que 2 tarefas de 1/2 hora. Mandar por e-mail as tarefas de casa, datas de trabalhos e provas para o aluno (muitas vezes ele(a) não consegue copiar tudo que foi colocado na lousa ou anotar o que foi falado em sala de aula.) Favorecer freqüente contato entre pais, professores e profissional que cuida do filho/aluno. Declaração Internacional de Consenso sobre o TDAH Em janeiro de 2002, um grupo de renomados especialistas de diferentes países, preocupados com a má informação que vem cercando o conhecimento sobre o TDAH, decidiu assinar uma declaração conjunta com a intenção de desfazer uma série de mal entendidos que os meios de comunicação têm veiculado sem fundamento científico. A lista foi encabeçada por Russell A. Barkley, professor de Psiquiatria e Neurologia da Universidade da Massachussetts Medical School, EUA, e contou com a assinatura de cerca de 80 respeitados profissionais. Alguns pontos contidos na declaração: 1. Não existe dúvida que o TDAH é um transtorno genuíno. 2. Existe suficiente evidência científica que esse transtorno compromete mecanismos físicos e psicológicos que são comuns a todas as pessoas. 3. As deficiências ocasionadas pelo TDAH podem acarretar sérios prejuízos na vida das pessoas. 4. Existe comprovação que o TDAH pode ser responsável por maior mortalidade, maior morbidade, prejuízos na vida social, no funcionamento familiar, nos estudos, e na aquisição de uma vida independente. 5. As pessoas com TDAH estão mais sujeitas à acidentes. 6. A contribuição maior para a ocorrência desse transtorno se deve a fatores genéticos e neurológicos, sendo que o ambiente familiar contribui pouco para isso. 7. O TDAH não é um problema benigno, pode trazer problemas muito sérios. 8. Quem tem o transtorno apresenta uma chance maior de abandonar os estudos. 9. A pessoa com TDAH está mais sujeita a ter um rendimento baixo no trabalho. 10. Gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis, multas de trânsito, conflitos matrimoniais e depressão são mais comuns nessas pessoas. 11. Menos da metade das pessoas com esse transtorno estão em tratamento Os prejuízos causados por TDAH Os Custos do TDAH Os dados abaixo foram compilados das seguintes fontes: Site do National Consumers League (HYPERLINK "http://www.nclnet.org/adhd/costs.htm)" t "_blank" www.nclnet.org/adhd/costs.htm) International Consensus Statement on ADHD, Barkley e co-signatários The Statistics of ADHD, Russell Barkley. Insucesso escolar de adolescentes com TDAH: 21% trocaram de escola várias vezes 45% sofreram suspensões 30% repetiram pelo menos um ano de estudo 2% a 40% abandonaram os estudos Apenas 5% concluíram um curso universitário Problemas sociais 40% das adolescentes tiveram problemas de gravidez precoce 50% a 70% tinham poucos amigos 70% a 80% produzem pouco no trabalho Pais de uma criança portadora apresentam três vezes mais chance de separação ou divórcio do que os pais de crianças sem TDAH Questões de saúde e de segurança 16% dos portadores apresentaram doenças sexualmente transmissíveis Jovens com TDAH têm mais chance de serem atropelados ou sofrerem acidentes com bicicletas Adolescentes portadores recebem quatro vezes mais multas de trânsito Adolescentes portadores têm quatro vezes mais acidentes de carro e têm sete vezes mais chance de terem um segundo acidente 20% a 30% dos adultos portadores de TDAH sofrem de depressão e 18% a 25% sofrem de transtornos da personalidade Dicas para o professor lidar com hiperativos • Evite colocar alunos nos cantos da sala, onde a reverberação do som é maior. Eles devem ficar nas primeiras carteiras das fileiras do centro da classe, e de costas para ela; •Evite cores muito fortes na sala e na farda como amarelo e vermelho. Cores fortes tendem a deixá-los ainda mais agitados, excitados e menos atentos. Procure colocar tons mais neutros e suaves. Compare com o quarto de um bebê; agora pense: porque ninguém usa cores fortes nele? Estímulo demais não é bom para ninguém; •Faça com que a rotina na classe seja clara e previsível, crianças com TDAH têm dificuldade de se ajustar a mudanças de rotina; •Organize as carteiras em círculo, em forma de U, ao invés de fileiras a fim de visualizar melhor toda a classe e seu movimento; •Coloque esta criança próxima a outras mais concentradas e calmas, assim ele não encontrará seguidores para sua agitação; •Traga esta criança para perto de você, assim poderá ver se ela está conseguindo acompanhar seu ritmo, ou se você precisa desacelerar um pouco. Isto o ajudará também a dispersar-se menos; •Afaste-as de portas e janelas para evitar que se distraiam com outro estímulos; •Deixe-as perto de fontes de luz para que possam enxergar bem; •Não fale de costas, mantenha sempre o contato visual; •Intercale atividades de alto e baixo interesse durante o dia, em vez de concentrar o mesmo tipo de tarefa em um só período; •Substituir aulas monótonas ou cansativas por aulas mais estimulantes que prendam sua atenção (o professor deverá ter muito preparo e ser bastante flexível com seu planejamento, mas ter cuidado para que o hiperativo não se empolgue demais); Estes alunos adoram novidades, lance mão destes recursos não habituais para prender sua atenção. Peça ajuda ao professor de artes para trabalhar de forma interdisciplinar. Estas crianças são muito criativas e se identificam muito com tarefas como criar, construir, explorar. Os adultos hiperativos poderão ter mais sucesso em carreiras ligadas a designers, publicidade, artes plásticas; Repita ordens e instruções, faça frases curtas e peça ao aluno para repeti-las, certificando-se de que ele entendeu; Coloque sempre no quadro as atividades do dia para que este aluno perceba que há regras pré-definidas e previamente organizadas e que todos devem cumpri-las sem exceção de ninguém; As tarefas não poderão ser longas. Deverão ter conclusão rápida para que ele consiga concluir a tarefa e não pare pela metade, o que é muito comum. As tarefas maiores deverão ser divididas em partes para que ele perceba que elas podem ser terminadas. Procure dar supervisão adicional aproveitando intervalo entre aulas ou durante tarefas longas e reuniões; Permita que o aluno saia algumas vezes da sala para levar bilhetes, pegar giz em outra sala, ir ao banheiro. Estes alunos não gostam de ficar parados por muito tempo e desta forma estará evitando que ele fuja da sala por conta própria; Peça que o aluno faça três riscos no quadro. Isto será o número de vezes que ele poderá sair. Cada vez que ele sair deverá apagar um risco no quadro. Isto funciona como um limite e tende a dar certo porque a criança se controla mais antes de pensar em sair da sala; Esteja sempre em contato com os pais: anote na agenda do aluno, mande bilhetes diários ou semanais e peça aos responsáveis que leiam as anotações. Isto evita que as conversas se dêem apenas em reuniões; O aluno deve ter reforços positivos quando for bem sucedido. Isso ajuda a elevar sua auto-estima. Procure elogiar ou incentivar o que aquele aluno tem de bom e valioso; Elogie seu bom comportamento, incentive os colegas a elogiar suas produções, desta forma a turma estará ajudando este aluno a elevar sua autoestima; Crianças hiperativas produzem melhor em salas de aula pequenas. Um professor para cada oito alunos é indicado; Coloque a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor na parte de fora do grupo; Proporcione um ambiente acolhedor, demonstrando calor e contato físico de maneira equilibrada e, se possível, fazer os colegas também terem a mesma atitude; Nunca provoque constrangimento ou menospreze o aluno; Proporcione trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favoreça oportunidades sociais. Grande parte das crianças com TDAH consegue melhores resultados acadêmicos, comportamentais e sociais quando no meio de grupos pequenos; Adapte suas expectativas quanto à criança, levando em consideração as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH. Por exemplo: se o aluno tem um tempo de atenção muito curto, não espere que se concentre em apenas uma tarefa durante todo o período da aula; Proporcione exercícios de consciência e treinamento dos hábitos sociais da comunidade. Avaliação freqüente sobre o impacto do comportamento da criança sobre ela mesma e sobre os outros ajuda bastante; Coloque limites claros e objetivos; tenha uma atitude disciplinar equilibrada e proporcione avaliação freqüente, com sugestões concretas e que ajudem a desenvolver um comportamento adequado; Desenvolva um repertório de atividades físicas para a turma toda, como exercícios de alongamento ou isométricos; Repare se a criança se isola durante situações recreativas barulhentas. Isso pode ser um sinal de dificuldades: de coordenação ou audição, que exigem uma intervenção adicional; Desenvolva métodos variados utilizando apelos sensoriais diferentes (som, visão, tato) para ser bem sucedido ao ensinar uma criança com TDAH. No entanto, quando as novas experiências envolvem uma miríade de sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), esse aluno provavelmente precisará de tempo extra para completar sua tarefa; As aulas de educação física são um ótimo auxílio para estas crianças que parecem ter energia triplicada. A ginástica ajuda a liberar mais esta energia que parece ser inesgotável, ajuda na concentração através de exercícios específicos, ajuda a estimular hormônios e neurônios, a distinguir direita de esquerda já que possuem problemas de lateralidade que prejudicam muito sua aprendizagem; Não seja mártir! Reconheça os limites da sua tolerância e modifique o programa da criança com TDAH até o ponto de se sentir confortável. O fato de fazer mais do que realmente quer fazer, traz ressentimento e frustração; Permaneça em comunicação constante com o psicólogo e o orientador da escola. Eles são a melhor ligação entre a escola, os pais e o médico. Reinaldo Müller > "Reizinho" Referências bibliográficas: ARAÚJO, Mônica; SILVA, Sheila Aparecida Pereira dos Santos - Comportamentos indicativos do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças: alerta para pais e professores - BALLONE, Geraldo J. - Transtorno por hiperatividade (criança hipercinética, disfunção cerebral mínima, transtornos disruptivos) - GOLFETO, J. H.. A criança com déficit de atenção aspectos clínicos, terapêuticos e evolutivos. Campinas, 1993. GONÇALVES, Priscilla Siomara -- O trabalho em ambiente escolar com alunos portadores do distúrbio de déficit de atenção com hiperatividade. Denunciar Reinaldo Müller ("Reizinho") Escrito por Reinaldo Müller ("Reizinho")
Marina
16 de junho de 2016
Meus parabens pelo texto! Muito esclarecedor. Muitos que comentaram sobre o uso do remedio, deveriam ler.
Juliana Souza
7 de julho de 2016
Olá Reizinho!! Estou fazendo uma pesquisa para iniciação do meu TCC ebo tema é exatamente TDAH,vc poderia enviar esse estudo para o meu email?? Julyanakelly2009@hotmail.com Obrigada.
daniela
9 de julho de 2015
todo mundo que sofre de uma "dor", "mal" ou sofre porque tá fora dos padrões se adapta muito bem a tudo que termina com -ina. sente-se super bem. super adaptado. e melhora a auto estima, a vida e a visão de si mesmo.
Silvio
9 de julho de 2015
Eh thiago, parece que a Ritalina "curou" sua incapacidade de dar a volta por cima sozinho, mas não curou seu ódio e raiva encarnados! Pode ser que até piorou. Uma pena pra vc ser produtivo, mas uma pessoa tão amarga e cheia de palavrões. Procura se tem remédio pra isso?
VERONIKI VIECELLI
9 de julho de 2015
Posso dizer que vivenciei isso em casa, como uma falta de diálogo, de paciência e afeto e a imagem do paraíso perfeito, sem nenhum desgôsto, podem destruir um ser humano, estar morto em vida, e é muito triste uma vida assim...
Jussara Ricardo
17 de junho de 2016
Eu diria tantas coisas: diria que as crenças antigas estão na contra mão de uma evolução genética e tecnológica que as novas crenças não estão vindo acompanhadas, elas terão de ser criadas. Diria que, a medicação tornou-se a solução Mais RÁPIDA e a mais usada, porque segue praticamente no efeito manada, meu vizinho, minha irmã usam, então, se meu filho apresenta algum comportamento parecido logo será a mesma solução. Remédio não diferencia religião né!? Todos acreditam. Eu diria que adultos não tem tempo para si não tem tempo para seus filhos...medicar é ganhar tempo. Ahhh vou ver tantas críticas. Eu diria, ensine seu filho meditar... Ahh eu ouviria minha religião não permite. Eu diria, vá caminhar na rua da sua casa, tenha conversas francas com eles... Ahh eu sei o que ouviria "nessa violência que o mundo ESTÁ jamais eu poderia fazer isso". Então eu diria, pare de olhar para o problema, seu filho não nasceu irritado ele aprendeu com a convivência, talvez tenha aprendido com você, na correria do dia. Talvez seja pela falta de espaço que ele não tenha. Sempre há uma solução, para isso você precisa sair do problema e olhar no entorno, olhar para si mesmo quem sabe começar com uma autocrítica. Pare de dar respostas para as outras possíveis solução. Para de querer perfeição para si externalizando no outro. Desconfie do que você tem dito para você, quando a solução de um problema vai na mesma direção do que lhe dá menos trabalho.
Priscila
9 de julho de 2015
Thiago, que bom que te ajudou, como realmente ajuda muita gente. A Ritalina é realmente uma droga importantíssima, que muda a vida de muitas pessoas para melhor. Mas a matéria está falando de jovens que NÃO tem a desordem... que não receberam o diagnóstico correto e estão simplesmente sendo vítimas de uma indústria extremamente mercenária e inconsequente. É como vender anfetamina para modelos magras ficarem magérrimas. Não precisam e se viciam.
Sirlene
9 de julho de 2015
Ufa!!!! Até que enfim, tava me achando um ET. kkkkkk. Meu filho precisa de ritalina simmmmmm. Não entendo o fato de generalizar que todas as crianças são iguais, tipo soldadinho. Todos não podem usar chupeta, mamar na mamadeira, devem andar com certa idade , etc....... E quem realmente precisa desse medicamento. Virou crime usa-lo? Meu filho não está tomando e vive um inferno pra dar conta de coisas simples como M antes de P e B. Olha que ele esta no 9° ano. Parabéns Thiago.
Julia
11 de julho de 2015
É claro que tem pessoas que realmente tomam Ritalina sem realmente precisar da medicação, fruto de uma má analise psiquiatrica; porem, muitas pessoas como eu precisam da medicaçao para poderem concentrar e viverem uma vida cheia de realizações. Acho um desrespeito de quem não tem defcit de atençao falar da doença como se fosse uma invenção ou uma desculpa, pois só quem tem sabe. Só quem tem sabe como é frustrante SABER que você estudou muito mais que todos da sua turma e atingir uma nota ruim. Hoje em dia tomo e me sinto uma pessoa muito mais feliz obrigada.
Reinaldo Müller
12 de julho de 2015
TDAH O que é TDAH? Isso existe mesmo? Vamos analisar todas as implicações dentro de um contexto plural, panorâmico e embasado, cientificamente. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD. Existe mesmo o TDAH? Ele é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola. Existe controvérsia sobre a existência do TDAH? Não, nenhuma. Existe inclusive um Consenso Internacional publicado pelos mais renomados médicos e psicólogos de todo o mundo a este respeito. Consenso é uma publicação científica realizada após extensos debates entre pesquisadores de todo o mundo, incluindo aqueles que não pertencem a um mesmo grupo ou instituição e não compartilham necessariamente das mesmas ideias sobre todos os aspectos de um transtorno. Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe? Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até mesmo má-fé. Alguns chegam a afirmar que o TDAH não existe, que é uma invenção médica ou da indústria farmacêutica para obterem lucros com o tratamento. No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca publicaram qualquer pesquisa demonstrando o que eles afirmam categoricamente e não fazem parte de nenhum grupo científico. Quando questionados, falam em experiência pessoal ou então relatam casos que somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas especializadas. Muitos escrevem livros ou têm sites na Internet, mas nunca apresentaram seus resultados em congressos ou publicaram em revistas científicas para que os demais possam julgar a veracidade do que dizem. Os segundos são aqueles que pretendem vender alguma forma de tratamento diferente daquilo que é atualmente preconizado, alegando que somente eles podem tratar de modo correto. Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH com medicamentos causa conseqüências terríveis. Quando a literatura científica é pesquisada, nada daquilo que eles afirmam é encontrado em qualquer pesquisa em qualquer país do mundo. Esta é a principal característica destes indivíduos: apesar de terem uma aparência de cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o que dizem. O TDAH é comum? Ele é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos. Quais são os sintomas de TDAH? O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas: Desatenção > falta de concentração, foco, incapacidade de realizar tarefas que exigem certa meticulosidade... Hiperatividade-impulsividade: o TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas" e com "bicho carpinteiro" ou ligados por um motor (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas, todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites. Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados egoístas. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão. Quais são as causas do TDAH? Já existem inúmeros estudos em todo o mundo - inclusive no Brasil - demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (as práticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos. Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela incapacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento. O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente, dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios). Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões. A) Hereditariedade: Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também afetados com TDAH era mais freqüente do que nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas é cerca de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familiar). Como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorrência dentro da família pode ser devido a influências ambientais, como se a criança aprendesse a se comportar de um modo "desatento" ou "hiperativo" simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel dos genes. Foi preciso, então, comprovar que a recorrência familiar era de fato devida a uma predisposição genética, e não somente ao ambiente. Outros tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter certeza da participação de genes: os estudos com gêmeos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se pais biológicos e pais adotivos de crianças afetadas, verificando se há diferença na presença do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 3 vezes mais TDAH que os pais adotivos. Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos (bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, gravidade etc...). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de semelhança genética, ao contrário dos fraternos (50% de semelhança genética), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a única explicação é a participação de componentes genéticos (os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.). Quanto mais parecidos, ou seja, quanto mais concordam em relação àquelas características, maior é a influência genética para a doença. Realmente, os estudos de gêmeos com TDAH mostraram que os univitelinos são muito mais parecidos (também se diz "concordantes") do que os fraternos, chegando a ter 70% de concordância, o que evidencia uma importante participação de genes na origem do TDAH. A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do TDAH foi começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência genética. O que acontece nestes transtornos é que a predisposição genética envolve vários genes, e não um único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, também). Provavelmente não existe, ou não se acredita que exista, um único "gene do TDAH". Além disto, genes podem ter diferentes níveis de atividade, alguns podem estar agindo em alguns pacientes de um modo diferente que em outros; eles interagem entre si, somando-se ainda as influências ambientais. Também existe maior incidência de depressão, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e abuso de álcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH. B) Substâncias ingeridas na gravidez: Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação de causa e efeito. C) Sofrimento fetal: Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A relação de causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela própria tem (e que passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de problemas no parto. D) Exposição a chumbo: Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa criança com TDAH, já que isto é raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica. E) Problemas Familiares: Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta idéia. As dificuldades familiares podem ser mais conseqüência do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais). Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo. F) Outras Causas Outros fatores já foram aventados e posteriormente abandonados como causa de TDAH: 1. corante amarelo 2. aspartame 3. luz artificial 4. deficiência hormonal (principalmente da tireóide) 5. deficiências vitamínicas na dieta. Todas estas possíveis causas foram investigadas cientificamente e desacreditadas. Sobre o tratamento O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação é parte muito importante do tratamento. A psicoterapia que é indicada para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) . Não existe até o momento nenhuma evidência científica de que outras formas de psicoterapia auxiliem nos sintomas de TDAH. O tratamento com fonoaudiólogo está recomendado nos casos onde existe simultaneamente Transtorno de Leitura (Dislexia) ou Transtorno da Expressão Escrita (Disortografia). O TDAH não é um problema de aprendizado, como a Dislexia e a Disortografia, mas, o portador de TDAH apresenta dificuldades em manter a atenção, desorganização e inquietude que atrapalham bastante o rendimento dos estudos. É necessário que os professores conheçam técnicas que auxiliem os alunos com TDAH a ter melhor desempenho (Obs: A ABDA oferece cursos anuais para professores). Em alguns casos é necessário ensinar ao aluno técnicas específicas para minimizar as suas dificuldades. Veja a seguir a tabela com os medicamentos utilizados no tratamento: NOME QUÍMICO : Metilfenidato (ação curta) NOME COMERCIAL : Ritalina ,Metadate , Methylin DOSAGEM : 5 a 20mg de 2 a 3 vezes ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: de 3 a 5 horas NOME QUÍMICO : Metilfenidato (ação intermediária) NOME COMERCIAL : Ritalina LA, Metadate ER, Methylin ER -- DOSAGEM : Ritalina LA: 20 a 40mg pela manhã DURAÇÃO DO EFEITO: Cerca de 8 horas NOME QUÍMICO :Metilfenidato (ação prolongada) NOME COMERCIAL :Concerta, Metadate CD DOSAGEM :Concerta: 18 a 72mg pela manhã DURAÇÃO DO EFEITO:Cerca de 12 horas NOME QUÍMICO :Desmetilfenidato (metilfenidato modificado de ação curta) NOME COMERCIAL :Focalin DOSAGEM :2,5 a 10mg 2 vezes ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: 3 a 5 horas NOME QUÍMICO :Anfetamina (ação curta) NOME COMERCIAL :Dexedrine Dextrostat DOSAGEM :5 a 15mg 2 vezes ao dia OU 5 a 10mg 3 vezes ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: 4 a 6 horas NOME QUÍMICO :Anfetamina (ação intermediária) NOME COMERCIAL :Adderall Dexedrine Spansule DOSAGEM :5 a 30mg 1 vez ao dia OU 5 a 15mg 2 vezes ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: 6 a 8 horas NOME QUÍMICO : Anfetamina (ação prolongada) NOME COMERCIAL : Aderall XR DOSAGEM : 10 a 30mg 1 vez ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: Cerca de 12 horas NOME QUÍMICO : Atomoxetina NOME COMERCIAL :Strattera DOSAGEM :10,18,25,40 e 60mg 1 ao dia DURAÇÃO DO EFEITO: Cerca de 24 horas MEDICAMENTOS DE SEGUNDA LINHA (não são a primeira opção)NOME QUÍMICO : Imipramina (antidepressivo) NOME COMERCIAL :Tofranil DOSAGEM :2,5 a 5mg por kg de peso divididos em 2 doses NOME QUÍMICO :Nortriptilina (antidepressivo) NOME COMERCIAL :Pamelor DOSAGEM :1 a 2,5mg por kg de peso divididos em 2 doses NOME QUÍMICO :Bupropiona (antidepressivo) NOME COMERCIAL :Wellbutrin -- DOSAGEM :50 a 100mg 1 a 3 vezes ao dia (Wellbutrin) OU 100 a 150mg 2 vezes ao dia (Wellbutrin SR) NOME QUÍMICO :Clonidina (medicamento anti-hipertensivo) NOME COMERCIAL : Atensina DOSAGEM : 0,01mg ao deitar ou 2 vezes ao dia -- DURAÇÃO DO EFEITO:12 a 24 horas OBS: O medicamento Aderall é uma mistura de diferentes anfetaminas (de ação curta e intermediária), Dexedrine e Dextrostat são o nome comercial da dextroanfetamina. O tratamento do TDAH: Um trabalho para uma equipe. O TDAH é um distúrbio heterogêneo, que se manifesta em diversas áreas do funcionamento individual: no aprendizado no rendimento profissional na dinâmica intrapsíquica na saúde mental, em sentido estrito no relacionamento com os familiares no relacionamento social Tão amplo é o leque de manifestações desse distúrbio que não é de estranhar que a abordagem ao mesmo no mais das vezes exige a participação simultânea de especialistas em diferentes áreas de atuação. Um exemplo: uma menina com 12 anos com quadro de acentuada dificuldade de concentração, associada a marcada dificuldade de leitura, e que conseqüentemente desenvolveu nítido quadro ansioso, com baixa auto-estima e medo de se expor em situações nas quais existe o risco de fracasso. Essa pequena paciente pode necessitar da ajuda de um médico com conhecimento e experiência no tratamento medicamentoso do transtorno, auxiliado por um especialista em transtorno de aprendizado (uma fonoaudióloga ou uma psicopedagoga) e também, por uma psicóloga (que auxiliará na reconstrução da autoimagem, e na aquisição de hábitos compensadores aos déficits primários do transtorno). Fundamental para o bom resultado do tratamento é a noção de que o tratamento sempre é um trabalho de equipe, e que dessa equipe devem invariavelmente fazer parte a própria pessoa portadora do TDAH e seus familiares. É com esse princípio em mente que devem atuar as pessoas envolvidas nessa empreitada, tarefa essa que pode ser para toda a vida. Quando se trata de crianças e adolescentes, pode ser importante a convocação da escola (professores, orientadores) para fazer parte desse trabalho. Em adultos, não menos importante é a inclusão de familiares, mas, quando possível também de colegas e até chefes no trabalho. O princípio realista que deve orientar a visão adequada da grande maioria dos casos de pessoas com TDAH é o de um trabalho de grupo, duradouro, portanto, muito mais para um desafio do que para uma desculpa. Visões distorcidas sobre o tratamento do TDAH podem assumir a forma de expectativas inadequadamente otimistas ou inadequadamente pessimistas. Olhares otimistas podem nos fazer pensar que basta uma pílula por pouco tempo para resolver todos os problemas, ou que nem é preciso nenhuma intervenção, pois o tempo se encarregará de fazer os ajustes necessários. Opiniões pessimistas são capazes de interromper vidas de satisfação e realização pessoal e profissional devido à resignação com metas inferiores às reais capacidades da pessoa. É crucial descobrir em cada pessoa com TDAH suas melhores potencialidades e ajudar essa pessoa a desenvolvê-las adequadamente. Dito de outra forma, em muitos momentos precisamos focalizar mais no que pode ir bem do que no que está indo mal. Quadro Clínico Sintomas em crianças e adolescentes As crianças com TDAH, em especial os meninos, são agitadas ou inquietas. Freqüentemente têm apelido de "bicho carpinteiro" ou coisa parecida. Na idade pré-escolar, estas crianças mostram-se agitadas, movendo-se sem parar pelo ambiente, mexendo em vários objetos como se estivessem ligadas por um motor. Mexem pés e mãos, não param quietas na cadeira, falam muito e constantemente pedem para sair de sala ou da mesa de jantar. Elas têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes. Elas são facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo, mas também se distraem com pensamentos "internos", isto é, vivem "voando". Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.). Como a atenção é imprescindível para o bom funcionamento da memória, elas em geral são tidas como "esquecidas": esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na véspera da prova, etc. (o "esquecimento" é uma das principais queixas dos pais). Quando elas se dedicam a fazer algo estimulante ou do seu interesse, conseguem permanecer mais tranqüilas. Isto ocorre porque os centros de prazer no cérebro são ativados e conseguem dar um "reforço" no centro da atenção que é ligado a ele, passando a funcionar em níveis normais. O fato de uma criança conseguir ficar concentrada em alguma atividade não exclui o diagnóstico de TDAH. É claro que não fazemos coisas interessantes ou estimulantes desde a hora que acordamos até a hora em que vamos dormir: os portadores de TDAH vão ter muitas dificuldades em manter a atenção em um monte de coisas. Elas também tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não lêem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar). Freqüentemente também apresentam dificuldades em se organizar e planejar aquilo que querem ou precisam fazer. Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual. O TDAH não se associa necessariamente a dificuldades na vida escolar, embora esta seja uma queixa freqüente de pais e professores. É mais comum que os problemas na escola sejam de comportamento que de rendimento (notas). Um aspecto importante: as meninas têm menos sintomas de hiperatividade-impulsividade que os meninos (embora sejam igualmente desatentas), o que fez com que se acreditasse que o TDAH só ocorresse no sexo masculino. Como as meninas não incomodam tanto, eram menos encaminhadas para diagnóstico e tratamento médicos. Sintomas em adultos A existência da forma adulta do TDAH foi oficialmente reconhecida apenas em 1980 pela Associação Psiquiátrica Americana. E, desde então inúmeros estudos têm demonstrado a presença do TDAH em adultos. Passou-se muito tempo até que ela fosse amplamente divulgada no meio médico e ainda hoje, observa-se que este diagnóstico é apenas raramente realizado, persistindo o estereótipo equivocado de TDAH: um transtorno acometendo meninos hiperativos que têm mau desempenho escolar. Muitos médicos desconhecem a existência do TDAH em adultos e quando são procurados por estes pacientes, tendem a tratá-los como se tivessem outros problemas (de personalidade, por exemplo). Quando existe realmente um outro problema associado (depressão, ansiedade ou drogas), o médico só diagnostica este último e deixa passar o TDAH. Atualmente acredita-se que em torno de 60% das crianças com TDAH ingressarão na vida adulta com alguns dos sintomas (tanto de desatenção quanto de hiperatividade-impulsividade) porém em menor número do que apresentavam quando eram crianças ou adolescentes. Para se fazer o diagnóstico de TDAH em adultos é obrigatório demonstrar que o transtorno esteve presente desde criança. Isto pode ser difícil em algumas situações, porque o indivíduo pode não se lembrar de sua infância e também os pais podem ser falecidos ou estar bastante idosos para relatar ao médico. Mas em geral o indivíduo lembra de um apelido (tal como "bicho carpinteiro", etc.) que denuncia os sintomas de hiperatividade-impulsividade e lembra de ser muito avoado, com queixas freqüentes de professores e pais. Os adultos com TDAH costumam ter dificuldade de organizar e planejar suas atividades do dia a dia. Por exemplo, pode ser difícil para uma pessoa com TDAH determinar o que é mais importante dentre muitas coisas que tem para fazer, escolher o que vai fazer primeiro e o que pode deixar para depois. Em conseqüência disso, quem tem TDAH fica muito estressado quando se vê sobrecarregado (e é muito comum que se sobrecarregue com freqüência, uma vez que assume vários compromissos diferentes), pois não sabe por onde começar e tem medo de não conseguir dar conta de tudo. Os indivíduos com TDAH acabam deixando trabalhos pela metade, interrompem no meio o que estão fazendo e começam outra coisa, só voltando ao trabalho anterior bem mais tarde do que o pretendido ou então se esquecendo dele. O portador de TDAH fica com dificuldade para realizar sozinho suas tarefas, principalmente quando são muitas, e o tempo todo precisa ser lembrado pelos outros sobre o que tem para fazer. Isso tudo pode causar problemas na faculdade, no trabalho ou nos relacionamentos com outras pessoas. A persistência nas tarefas também pode ser difícil para o portador de TDAH, que freqüentemente deixa as coisas pela metade. Relacionamento pais/professores Criar um filho com TDAH pode ser incrivelmente desafiador para qualquer adulto. Pais e professores envolvidos na educação dessa criança ou adolescente devem redobrar seu empenho: terão que supervisionar, monitorar ensinar, organizar, planejar, estruturar, recompensar, guiar, colocando sempre os limites de forma clara. Nos aviões, quando pais estão acompanhados por filhos pequenos, a recomendação é: Em caso de despressurização da aeronave, os pais devem colocar as máscaras em primeiro lugar e somente depois nas crianças" Assim deve se dar no caso da TDAH: os pais devem rever-se (na grande maioria dos casos é hereditário), conhecer profundamente o transtorno, tratar-se para aprender e ter estrutura emocional para lidar com seus filhos. Apesar da grande necessidade do portador sentir-se amado, aceito, protegido e compreendido, geralmente irá chamar a atenção de maneira pouco amável, senão desastrosa, já que se sente inadequado, diferente e com baixa autoestima. É preciso muito amor para enxergá-los através do seu comportamento, lembrando-se sempre de suas limitações e de suas reais necessidades. É vital para todo ser humano receber atenção, carinho e reconhecimento. Em função disso, todo comportamento pode ser estimulado, reforçado ou anulado através de 3 reforços: 1º - Reforço Negativo São críticas, reprimendas, castigos, punições, etc. Como reação a todo comportamento negativo, inadequado. Como no caso do TDAH costumam ser muitos, é através desses reforços negativos que a criança/adolescente costuma receber atenção dos que os rodeiam gerando ressentimento e hostilidade na relação. Isso faz com que o comportamento negativo aumente (afinal é só assim que o notam). Essa hostilidade pode também levá-los ao isolamento. 2º - Reforço de Extinção Se é vital para o ser humano ter atenção, carinho e reconhecimento, é mortal ser ignorado. Para se anular um determinado tipo de comportamento, a melhor técnica é ignorá-lo. Se um comportamento não chama a atenção dos demais, provavelmente aos poucos será extinto. 3º - Reforço Positivo São carícias físicas, palavras afetuosas, elogios e reconhecimento por comportamentos positivos. Esse tipo de reforço faz com que o indivíduo empenhe-se nesse padrão de comportamento positivo para continuar sendo notado, reconhecido e elogiado. Dicas para mudança de comportamento: Não usar reforços negativos, somente em último caso, para que os comportamentos negativos não sejam reforçados e aumentados. Usar reforços de extinção um comportamento sem IBOPE provavelmente sairá do ar. Usar reforços positivos. Se a qualquer comportamento adequado (mesmo que para pais e professores não passe de mera obrigação), houver recompensa e/ou reconhecimento, esse tipo de comportamento tende a aumentar cada vez mais. Quando você quer mudar um comportamento indesejável, decida por qual o comportamento positivo quer substituí-lo. Depois de ter reforçado esse novo comportamento positivo freqüentemente por no mínimo uma semana, comece a punir o comportamento oposicional indesejável, com punições brandas, como por exemplo a perda de privilégios. Mantenha sempre a relação de uma punição para três ou mais situações de elogio e recompensa. A tendência é a extinção natural das punições. Infelizmente em face da dificuldade de lidar com filho/aluno com TDAH, os pais e professores podem perder a perspectiva dos seus objetivos. Podem tornar-se irritados, impacientes, confusos e enfurecidos quando suas tentativas iniciais não funcionarem. Respire fundo e lembre-se que o adulto, o técnico, o educador e treinador é você! É necessária muita sabedoria e paciência para equilibrar amor com regras e limites claros na educação. O objetivo é preparar essa criança e/ou adolescente para viver em sociedade, sentindo-se integrado, com boa auto-estima, sabendo respeitar limites (seus e dos outros), regra fundamental para amar e ser amado. Tente olhar de fora da cena, como se fosse um estranho imparcial, racional, sem qualquer envolvimento emocional. Enfoque o comportamento negativo, deficiente e destrutivo que você quer mudar, lembrando sempre que seu filho/aluno tem uma incapacidade, uma dificuldade, e não falta de caráter: ele(a) não consegue controlar o que fala ou faz e com certeza tem qualidades e potenciais a serem valorizados. É MUITO MAIS DIFÍCIL DECEPCIONAR ALGUÉM QUE CONFIA EM NÓS. Dicas de supervisão e controle adequado e positivo: Pais/professores devem colocar limites claros e objetivos, dar instruções positivas e focadas, como por exemplo: "Comece agora a lição de matemática", no lugar do vago "Preste atenção!" Dê responsabilidades com tarefas simples para que se sintam necessários e valorizados. Sempre que possível motive-os com desafios viáveis, proporcionando avaliação freqüente. Desenvolva sistema de créditos, pontos ganhos por dia quando têm boas atitudes ou iniciativas. A penalidade é a perda de bônus a cada infração cometida. A gratificação são os prêmios a serem estabelecidos. Não provocar constrangimento nem menosprezar o filho/aluno por suas dificuldades, nem compará-lo com irmãos ou colegas, principalmente na frente destes. Usar criatividade e flexibilidade para gerar um programa pedagógico adequado às dificuldades do TDAH. Em sala de aula, colocar a criança/adolescente na frente, perto do professor(a) ao lado de colegas que não o distraiam. Proporcionar trabalhos em grupos pequenos e favorecer relações sociais. Lembrar-se da inabilidade em sustentar a atenção por muito tempo: 12 tarefas de 5 minutos cada, dão melhores resultados do que 2 tarefas de 1/2 hora. Mandar por e-mail as tarefas de casa, datas de trabalhos e provas para o aluno (muitas vezes ele(a) não consegue copiar tudo que foi colocado na lousa ou anotar o que foi falado em sala de aula.) Favorecer freqüente contato entre pais, professores e profissional que cuida do filho/aluno. Declaração Internacional de Consenso sobre o TDAH Em janeiro de 2002, um grupo de renomados especialistas de diferentes países, preocupados com a má informação que vem cercando o conhecimento sobre o TDAH, decidiu assinar uma declaração conjunta com a intenção de desfazer uma série de mal entendidos que os meios de comunicação têm veiculado sem fundamento científico. A lista foi encabeçada por Russell A. Barkley, professor de Psiquiatria e Neurologia da Universidade da Massachussetts Medical School, EUA, e contou com a assinatura de cerca de 80 respeitados profissionais. Alguns pontos contidos na declaração: 1. Não existe dúvida que o TDAH é um transtorno genuíno. 2. Existe suficiente evidência científica que esse transtorno compromete mecanismos físicos e psicológicos que são comuns a todas as pessoas. 3. As deficiências ocasionadas pelo TDAH podem acarretar sérios prejuízos na vida das pessoas. 4. Existe comprovação que o TDAH pode ser responsável por maior mortalidade, maior morbidade, prejuízos na vida social, no funcionamento familiar, nos estudos, e na aquisição de uma vida independente. 5. As pessoas com TDAH estão mais sujeitas à acidentes. 6. A contribuição maior para a ocorrência desse transtorno se deve a fatores genéticos e neurológicos, sendo que o ambiente familiar contribui pouco para isso. 7. O TDAH não é um problema benigno, pode trazer problemas muito sérios. 8. Quem tem o transtorno apresenta uma chance maior de abandonar os estudos. 9. A pessoa com TDAH está mais sujeita a ter um rendimento baixo no trabalho. 10. Gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis, multas de trânsito, conflitos matrimoniais e depressão são mais comuns nessas pessoas. 11. Menos da metade das pessoas com esse transtorno estão em tratamento Os prejuízos causados por TDAH Os Custos do TDAH Os dados abaixo foram compilados das seguintes fontes: Site do National Consumers League (HYPERLINK "http://www.nclnet.org/adhd/costs.htm)" t "_blank" www.nclnet.org/adhd/costs.htm) International Consensus Statement on ADHD, Barkley e co-signatários The Statistics of ADHD, Russell Barkley. Insucesso escolar de adolescentes com TDAH: 21% trocaram de escola várias vezes 45% sofreram suspensões 30% repetiram pelo menos um ano de estudo 2% a 40% abandonaram os estudos Apenas 5% concluíram um curso universitário Problemas sociais 40% das adolescentes tiveram problemas de gravidez precoce 50% a 70% tinham poucos amigos 70% a 80% produzem pouco no trabalho Pais de uma criança portadora apresentam três vezes mais chance de separação ou divórcio do que os pais de crianças sem TDAH Questões de saúde e de segurança 16% dos portadores apresentaram doenças sexualmente transmissíveis Jovens com TDAH têm mais chance de serem atropelados ou sofrerem acidentes com bicicletas Adolescentes portadores recebem quatro vezes mais multas de trânsito Adolescentes portadores têm quatro vezes mais acidentes de carro e têm sete vezes mais chance de terem um segundo acidente 20% a 30% dos adultos portadores sofrem de depressão e 18% a 25% sofrem de transtornos da personalidade Dicas para o professor lidar com hiperativos Evite colocar alunos nos cantos da sala, onde a reverberação do som é maior. Eles devem ficar nas primeiras carteiras das fileiras do centro da classe, e de costas para ela; Evite cores muito fortes na sala e na farda como amarelo e vermelho. Cores fortes tendem a deixá-los ainda mais agitados, excitados e menos atentos. Procure colocar tons mais neutros e suaves. Compare com o quarto de um bebê; agora pense: porque ninguém usa cores fortes nele? Estímulo demais não é bom para ninguém; Faça com que a rotina na classe seja clara e previsível, crianças com TDAH têm dificuldade de se ajustar a mudanças de rotina; Organize as carteiras em círculo, em forma de U, ao invés de fileiras a fim de visualizar melhor toda a classe e seu movimento; Coloque esta criança próxima a outras mais concentradas e calmas, assim ele não encontrará seguidores para sua agitação; Traga esta criança para perto de você, assim poderá ver se ela está conseguindo acompanhar seu ritmo, ou se você precisa desacelerar um pouco. Isto o ajudará também a dispersar-se menos; Afaste-as de portas e janelas para evitar que se distraiam com outro estímulos; Deixe-as perto de fontes de luz para que possam enxergar bem; Não fale de costas, mantenha sempre o contato visual; Intercale atividades de alto e baixo interesse durante o dia, em vez de concentrar o mesmo tipo de tarefa em um só período; Substituir aulas monótonas ou cansativas por aulas mais estimulantes que prendam sua atenção (o professor deverá ter muito preparo e ser bastante flexível com seu planejamento, mas ter cuidado para que o hiperativo não se empolgue demais); Estes alunos adoram novidades, lance mão destes recursos não habituais para prender sua atenção. Peça ajuda ao professor de artes para trabalhar de forma interdisciplinar. Estas crianças são muito criativas e se identificam muito com tarefas como criar, construir, explorar. Os adultos hiperativos poderão ter mais sucesso em carreiras ligadas a designers, publicidade, artes plásticas; Repita ordens e instruções, faça frases curtas e peça ao aluno para repeti-las, certificando-se de que ele entendeu; Coloque sempre no quadro as atividades do dia para que este aluno perceba que há regras pré-definidas e previamente organizadas e que todos devem cumpri-las sem exceção de ninguém; As tarefas não poderão ser longas. Deverão ter conclusão rápida para que ele consiga concluir a tarefa e não pare pela metade, o que é muito comum. As tarefas maiores deverão ser divididas em partes para que ele perceba que elas podem ser terminadas. Procure dar supervisão adicional aproveitando intervalo entre aulas ou durante tarefas longas e reuniões; Permita que o aluno saia algumas vezes da sala para levar bilhetes, pegar giz em outra sala, ir ao banheiro. Estes alunos não gostam de ficar parados por muito tempo e desta forma estará evitando que ele fuja da sala por conta própria; Peça que o aluno faça três riscos no quadro. Isto será o número de vezes que ele poderá sair. Cada vez que ele sair deverá apagar um risco no quadro. Isto funciona como um limite e tende a dar certo porque a criança se controla mais antes de pensar em sair da sala; Esteja sempre em contato com os pais: anote na agenda do aluno, mande bilhetes diários ou semanais e peça aos responsáveis que leiam as anotações. Isto evita que as conversas se dêem apenas em reuniões; O aluno deve ter reforços positivos quando for bem sucedido. Isso ajuda a elevar sua auto-estima. Procure elogiar ou incentivar o que aquele aluno tem de bom e valioso; Elogie seu bom comportamento, incentive os colegas a elogiar suas produções, desta forma a turma estará ajudando este aluno a elevar sua autoestima; Crianças hiperativas produzem melhor em salas de aula pequenas. Um professor para cada oito alunos é indicado; Coloque a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor na parte de fora do grupo; Proporcione um ambiente acolhedor, demonstrando calor e contato físico de maneira equilibrada e, se possível, fazer os colegas também terem a mesma atitude; Nunca provoque constrangimento ou menospreze o aluno; Proporcione trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favoreça oportunidades sociais. Grande parte das crianças com TDAH consegue melhores resultados acadêmicos, comportamentais e sociais quando no meio de grupos pequenos; Adapte suas expectativas quanto à criança, levando em consideração as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH. Por exemplo: se o aluno tem um tempo de atenção muito curto, não espere que se concentre em apenas uma tarefa durante todo o período da aula; Proporcione exercícios de consciência e treinamento dos hábitos sociais da comunidade. Avaliação freqüente sobre o impacto do comportamento da criança sobre ela mesma e sobre os outros ajuda bastante; Coloque limites claros e objetivos; tenha uma atitude disciplinar equilibrada e proporcione avaliação freqüente, com sugestões concretas e que ajudem a desenvolver um comportamento adequado; Desenvolva um repertório de atividades físicas para a turma toda, como exercícios de alongamento ou isométricos; Repare se a criança se isola durante situações recreativas barulhentas. Isso pode ser um sinal de dificuldades: de coordenação ou audição, que exigem uma intervenção adicional; Desenvolva métodos variados utilizando apelos sensoriais diferentes (som, visão, tato) para ser bem sucedido ao ensinar uma criança com TDAH. No entanto, quando as novas experiências envolvem uma miríade de sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), esse aluno provavelmente precisará de tempo extra para completar sua tarefa; As aulas de educação física são um ótimo auxílio para estas crianças que parecem ter energia triplicada. A ginástica ajuda a liberar mais esta energia que parece ser inesgotável, ajuda na concentração através de exercícios específicos, ajuda a estimular hormônios e neurônios, a distinguir direita de esquerda já que possuem problemas de lateralidade que prejudicam muito sua aprendizagem; Não seja mártir! Reconheça os limites da sua tolerância e modifique o programa da criança com TDAH até o ponto de se sentir confortável. O fato de fazer mais do que realmente quer fazer, traz ressentimento e frustração; Permaneça em comunicação constante com o psicólogo e o orientador da escola. Eles são a melhor ligação entre a escola, os pais e o médico. Prof. Reinaldo Müller > "Reizinho" Sobre o autor: Reinaldo Müller é professor da rede pública. Educador de crianças com necessidades especiais: patologias genéticas, cromossômicas, físicas, neurológicas, psiquiátricas. Mentor e Facilitador em Psicopatologia da Infância. Escreve, também, sobre Educação - Gestão - Marketing - Vendas - Psicologia - Psicanálise - Psicopatologia (criou a célebre trilogia "Caminhos da Psicopatologia" premiada no meio acadêmico). Colunista especial do Portal Educação. Reinaldo Müller está no Wikipédia. Referências bibliográficas: ARAÚJO, Mônica; SILVA, Sheila Aparecida Pereira dos Santos - Comportamentos indicativos do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças: alerta para pais e professores - BALLONE, Geraldo J. - Transtorno por hiperatividade (criança hipercinética, disfunção cerebral mínima, transtornos disruptivos) - GOLFETO, J. H.. A criança com déficit de atenção aspectos clínicos, terapêuticos e evolutivos. Campinas, 1993. GONÇALVES, Priscilla Siomara -- O trabalho em ambiente escolar com alunos portadores do distúrbio de déficit de atenção com hiperatividade.
Taynah
2 de agosto de 2015
Como é gratificante encontrar uma resposta EMBASADA como esta. Estou cansada de ler tanta matéria preconceituosa e cheia de "achismos" e senso comum. Uma pena que eu não consiga compartilhar sua resposta em meu mural.
jose renanes
28 de agosto de 2015
Reinaldo, acho que existe sim um exagero em medicamentar as pessoas, quando muitas vezes um acompanhamento psicológico ou terapias complementares sem remédios podem ser tão ou mais eficazes. Remédios, cirurgias , tudo que os médicos adoram, deveriam ser a última alternativa, e não a primeira, como tantos médicos parecem receitar de cara. De resto, gostei muito do seu comentário, desmistificando o conceito de que déficit de atenção não existe, e mostrando dados para embasar. Teu comentário está melhor que o próprio post do blog, muito bom mesmo. O que está faltando aqui é o caminho do meio, em quase todos os comentários; de um lado o post que vê a ritalina como o inferno, de outro os comentários que acreditam que o médico é deus na terra, uma ciência extremamente falha e eivada de preconceitos de paradigmas reducionistas. Não se deve generalizar, sei disso, mas praticamente todos os médicos que conheço são pessoas extremamente arrogantes, ridicularizando tudo o que seja estranho à sua área (vide a forma como os médicos tratavam a acupuntura como charlatanismo, hoje querem exclusividade no seu uso, uma prática mercantilista muito nojenta).
Tânia
12 de julho de 2015
O problema é que com o uso indevido da Ritalina, aqueles que realmente precisam do medicamento (pessoas diagnosticadas após uma série de avaliações feitas por especialistas) são prejudicados. Meu filho foi avaliado durante por profissionais responsáveis e competentes durante dois anos até ser diagnosticado. Ele é um ótimo garoto, inteligente, educado, mas tem dificuldade de organizar as tarefas, de se concentrar e a Ritalina ajudou-o no desempenho escolar.Tem acompanhamento constante de uma equipe multidisciplinar e do neuropediatra que orienta que o uso do medicamento que deve ser apenas nos dias em que tem aula. Nada de medicamento aos feriados, fins de semana ou durante as férias, mas há pais que realmente usam sem um mínimo de responsabilidade. O fato de alguns pais ou profissionais da saúde e educação usarem o medicamento para "amansar" crianças, ou de concurseiros e estudantes de pré-vestibular e universitários que o usam indevidamente não pode ser um argumento contra uma medicação que se faz necessária para aquelas pessoas que realmente precisam dela . Esse tipo de "guerra" a medicamentos sem conhecimento do assunto ou fundamentação científica não ajuda em nada as pessoas com TDAH.
Tânia
12 de julho de 2015
O problema é que com o uso indevido da Ritalina, aqueles que realmente precisam do medicamento (pessoas diagnosticadas após uma série de avaliações feitas por especialistas) são prejudicados. Meu filho foi avaliado por profissionais responsáveis e competentes durante dois anos até ser diagnosticado. Ele é um ótimo garoto, inteligente, educado, mas tem dificuldade de organizar as tarefas, de se concentrar e a Ritalina ajudou-o no desempenho escolar.Tem acompanhamento constante de uma equipe multidisciplinar e do neuropediatra que orienta que o uso do medicamento que deve ser apenas nos dias em que tem aula. Nada de medicamento aos feriados, fins de semana ou durante as férias, mas há pais que realmente usam sem um mínimo de responsabilidade. O fato de alguns pais ou profissionais da saúde e educação usarem o medicamento para "amansar" crianças, ou de concurseiros e estudantes de pré-vestibular e universitários que o usam indevidamente não pode ser um argumento contra uma medicação que se faz necessária para aquelas pessoas que realmente precisam dela . Esse tipo de "guerra" a medicamentos sem conhecimento do assunto ou fundamentação científica não ajuda em nada as pessoas com TDAH.
Iara Teixeira
6 de setembro de 2015
Meu filho hoje com 31 anos, é o retrato da descriçao de um TDAH... sem nenhuma auto- estima, sem capacidade de organização ( a nao ser qdo se esforça exaustivamente, e é evidente o sofrimento para conseguir coisas q pra qq um seria normal...) impulsivo, hiperativo, avoado... Sempre com muita dificuldade de concentração, memorizaçao... troca v po f, nunca sabe qdo usar ss ou rr, ou sempre pergunta: c de casa? ... tentei tantas x um medico... nunca consegui... só ouvua coisas do tipo:" pra q vai levar num psicologo, ele nao é maluco nem viado...." nos colegios (varios) ele só passava de ano porque era mais facil se livrar dele, do q ajuda-lo... me sinto tao culpada, por nao ter lutado por ele de forna certa.... hoje, ele esta adulto e prestes a ser pai, e eu nao consigo fazer ele procurar ajuda... ele ja interiorizou q é incapaz e pronto... Queria ro fundo do meu coraçao, ajudar meu filho...
Talita
16 de junho de 2016
http://www.tdahiperatividade.com.br/leon-eisenberg-o-tdah-e-uma-mentira/ O mais impressionante é ouvir dos pais que "nao tiveram saida" por isso DROGAM seus filhos com isso, sem pesar as consequencias de que isso afetara, e muito, suas vidas no futuro... Preguiça dos pais se trata com remedio de obediencia pras crianças...
Sandy
17 de junho de 2016
Eu não sou contra, se for após um diagnóstico bem feito de TDAH.Se a cruança tiver tendo prejuízos por causa do comportamento, principalmente no processo de aprendizagem escolar. Cabe aos pais julgar o q é melhor p seus filhos.
17 de junho de 2016
E MUITO TRISTE SABER QUE TEM PESSOAS TÃO MAL INFORMADAS SOBRE A O QUE REALMENTE ACONTECE COMAS CRINÇAS QUE UTILIZÃO ESTE TIPO DE REMEDIO E NÃO E FACIL NEM PARA OS PAIS E NEM PARA AS CRIANÇAS POIS TEM VARIOS EFEITOS QUE CAUSA AMOR E CARINHO MEU FILHO TEM PARA DAR E VENDER E EDUCAÇÃO TAMBEM IPERATIVIDADE NÃO TEM NADA AVER COM CRIANÇA ARTEIRA SÃO SINTOMAS BEM DIFERENTES , LEVEI MEU FILHO EM TRES ESPECIALISTAS E TODOS DERAM O MESMO DIAGNOSTICO E ELE SO UTILIZA NO PERIODO EM QUE ESTÁ NA ESCOLA , QUE PARA ISSO QUE E UTILIZADO PARA TER COMSETRAÇÃO EM SALA DE AULA , O POVO E MESQUINHO ATÉ QUANDO SE TRATA DE CRIANÇAS MUITO TRISTE PQ NÃO IMAGINA COMO UMA FAMILIA SOFRE COM ESTE PROBLEMA .....
Silvina
9 de julho de 2016
As pessoas são ignorantes mesmo, falam de que não sabem...😕
Arlyenne Sena Arruda
17 de junho de 2016
Olá! Sou professora e TOMEI RITALINA por anos, já adulta (na casa dos 30)... hj não +! Não vjo problema do uso com acompanhamento... TENHO REFERÊNCIAS POSITIVAS! Boa noite!
Arlyenne Sena Arruda
17 de junho de 2016
Olá! Sou professora e TOMEI RITALINA por anos, já adulta (na casa dos 30)... hj não +! Não vjo problema do uso com acompanhamento... TENHO REFERÊNCIAS POSITIVAS! Boa noite!
Jurema Darc da Silva Pontes
18 de junho de 2016
Tenho 3 TDAH na minha sala. Um deles, antes de ser diagnosticado não se concentrava e também não permitia que seus colegas aprendessem os conteúdos em sala. Ele não se importava com nada dentro da sala. Só dava trabalho. E digo como professora experiente há mais de 18 anos. perceptível sua mudança. Hoje mesmo conseguiu fazer seu teste de Geografia, claro que comigo o auxiliando nos comandos. E sabe com o que ele estava preocupado? Em fazer uma letra legível para que eu entendesse o que estava escrevendo e não perdesse pontos. Para mim que o acompanho desde fevereiro isso é um grande progresso.Existem profissionais e profissionais e não cabe a mim julgá -los. Só posso falar da minha experiência com meus alunos.
maria josé miranda
20 de junho de 2016
crianças não tratadas quando necessário por preconceito com os medicamentos e ao psiquiatra, tem mais chances de se tornarem dependentes de álcool e outras drogas na adolescência, e juventude claro que tem que ser bem analizada e avaliada em vários casos é preciso sim tratamento e pode ter cura sim !
Gabriela
23 de junho de 2016
Esta medicação só faz efeito para quem tem a necessidade dela...
Joaquim Rubeiro
5 de julho de 2016
Generalizações são realmente prejudiciais. E é fácil para qualquer desinformado hoje papaguear polêmicas. Profissionais ruins existem em todas as profissões. Será mesmo que todos que vão a um bom psiquiatra saem com um cid ou dsm? Sério.
SAMUEL
6 de julho de 2016
A RITALINA E BOA GENTE, POR ISSO QUE O NOSSO BRASIL NÃO PRODUZ COISAS BOA, A EUROPA E PAIS DE PRIMEIRO MUNDO POR CAUSA DA INTELIGENCIA DELES POR TOMAR ESSES REMEDINHO AE GALERA KKKK
André Miranda
6 de julho de 2016
A maior culpada disdo tudo é a Neurologia! É a especialidade mais fraudulenta que tem... Como a ciência não consegue avançar o suficiente para desvendar os mistérios da mente humana e os problemas neurológicos. Tudo é tratado com psicotrópicos e ansiolíticos (calmantes).
Josenice
6 de julho de 2016
Minha filha tem TDAH e dislexia e não me arrependo de dar o medicamento. Hj ela está bem melhor e sua alta estima melhorou.
Giseli
7 de julho de 2016
Minha filha não é rebelde é um amor de menina mas desde o pré a professora percebeu que ela não conseguia acompanhar a turma da mesma idade dela. Aos nove anos fui chamada na esxola por diversas vezes porque ela não copiava as matérias colocadas no quadro e segundo a professora ela olhava para o quadro e acabava perdendo a concentração e nem sabia o que era pra fazer seu caderno era incompleto e nunca sabia o que a professora havia passado durante a aula perdia tudo. Literalmente vivia no munfo da lua. A única alternativa pra ela aprender é ter a medicação. E aos que não entendem antes de julgar deveriam se informar melhor pois a ritalina causa menos problemas do que o anticoncepcional que as mulheres tomam diariamente. Minha filha toma e vai tomar até que seja necessário.
Zuleide Amorim
8 de julho de 2016
Achu que aqui generaliza muito pois meu filho usa ritalina pois tem TDH e infelizmente só através do remédio que ele conseguiu melhora, não e por falta de conversa nem de educação não pois issu ele tem de sobra gravas a Deus, achu que as pessoas que nunca passaram por issu gosta muito de julgar sem saber! Meu filho toma por necessidade e não pq eu gosto de "drogar" ele, ate porque a ritalina que ele toma esta quase R$ 100,00 e eu recebo salário minimo intao eu não dou pra ele porque eu gosto não e só pra deixa bem claro ele toma ritalina 1h antes de ir pra escola e ele nunca ficou dopado não. Gente sem noção que fala sem saber
Silvina
9 de julho de 2016
Vcs que tem essa opinião de que é culpa dos pais, que os pais não conseguem controlar seus filhos, é pq o filho de vcs não precisa do medicamento, e sim devem ter uns por aí sem o diagnóstico e dando para os filhos, mas se a criança precisa tem que fazer tratamento sim, já pesquisaram o que acontece no futuro com alguém que precisa e não trata? Ficam adultos com tendências suicidas e ao uso de drogas e outras coisas horríveis, então gente se não conhecem não falem bobagem...se ninguém precisasse o medicamento não existiria...meu afilhado precisou por um tempo...então eu sei que não era uma tentativa de dopar o filho para não dar trab alho, da minha amiga...era para o bem dele...até dormir ele aprendeu pq não conseguia...😉
Antônia J.Reami Cis
10 de julho de 2016
Não sou a favor de medicar por que é a droga do momento ou para não ter trabalho com a criança. Acredito que qto menos medicação se usar, melhor. Mas cada caso é um caso e existe situações que não usar a medicação é causar mais sofrimento que benefício, seja à criança ou ao adulto. O que precisa realmente é se fazer um diagnóstico correto, determinr o melhor para cada caso. O que é bom para um, pode não ser para o outro, portanto, generalizar é totalmente errado. Meu neto fez uso de Ritaina sim, e no período que foi prescrito, para ele foi a melhor alternativa. Hj já não precisa mais. Portanto a única pessoa para definir se dve prescrever ou não é o Neuro em conjunto com a avaliação da família.
Sandra
11 de julho de 2016
Meu filho usou ritalina durante 1 ano , pq não conseguia aprender a ler , , ficou três anos na escola e nao desenvolveu nada, procurei um neuro pediatra e com 7 meses de tratamento ele já conseguia ler e escrever
Gisele
20 de julho de 2016
Boa tarde,agora fiquei na dúvida minha filha tem 10 anos e desde de o 1 ano dela na escola até agora as professoras que ela teve disseram que ela tem um tempo diferente que ela tem dificuldade em executar tarefas ainda mais quando a há situação problema.Agora ela está no 5 ano e está com muita dificuldade em acompanhar as outras crianças,suas notas estão baixas e a professora disse que se ela não der uma engrenada ela irá reprovar.Levei ela no neuropediatra e ele pediu tomografia de crânio e exames de sangue,não deu nada daí ele pediu uma avaliação neuropsicologica fez 7 sessões e a neuropsicologa disse que ela tem alguns pontos de deficit de atenção.Daí o médico pediu um exame do coração e uns maus específicose de sangue pois irá entrar com a Ritalina alguém aí já fez uso?poderia me dizer se resolve mesmo?
durex
26 de setembro de 2016
A Ritalina funciona sim, Gisele. O que falamos nesta postagem é que no Brasil ela é recomendada muito mais do que o necessário, mas não que ela seja totalmente dispensável. lembre que a ritalina é bem parecida com a cocaína, então há de se medir com cautela os pontos a favor e os contra, com o cuidado de lembrar desse modismo em medicar com ritalina que o Brasil tem. No Brasil o uso desse remédio é disparado em relação ao mundo e não é uma medicação sem efeitos colaterais.
Joana
26 de agosto de 2016
Vamos deixar para a amvisa que é um órgão governamental para avaliar o medicamento . E se ele está no receituario dos médicos brasileiros , é porque os especialistas da amvisa aprovaram para serem consumidos . Então : vamos lutar para que possamos ter pessoas competentes e consciente s e responsáveis na direção destes órgãos governamentais . Ok
Carla Dias
15 de outubro de 2016
Meu filho sempre foi muito agitado na escola é uma vez uma professora disse que eu devia levá-lo ao médico pra ele receitar um remédio pra ele se acalmar, bem, eu perguntei se ele participava das atividades e ela disse que sim, então eu disse a ela que n queria drogar meu filho só por mero capricho dela, meu filho é uma criança saudável e acaba uma atividade ele quer mais. Ele tem 4 anos e adora colorir, pintar, e se lamenta quando colore fora do desenho. Ele é completamente saudável e eu adoro a agitação dele, pula o dia todo, me abraça, brinca de esconder, só não gosta de ficar sentado sem fazer nada. Eu me orgulho muito dele e talvez se eu tivesse ouvido a professora eu tinha drogado meu filho com apenas 2 anos sem nenhuma necessidade.

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