A Guerra não é natural ao homem

Antes dá um play aí:

Dois pensadores dividiam o mundo por suas tentativas de explicar a origem do estado: Hobbes e Rousseau

Fight!
Fight!

Deste lado do ringue aparece Thomas Hobbes (1588/1679) e sua ideia de contrato social. Para ele o estado de natureza do homem é a guerra, conforme o autor descreve no Leviatã. O estado serve para conter o homem, senão ele se mataria.

O Homem é o lobo do homem

Do outro lado do ringue temos Rousseau, um dos principais autores do Iluminismo, que também escreve sobre o contrato social, mas o seu ponto vem de outra frente. Para Jean Jacques Rousseau:

O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.

Durante séculos esse impasse têm tirado o sossego dos filósofos, cada um com suas teorias e princípios.

Na época desses filósofos, eles contavam apenas com suas argumentações para observar a natureza, o pouco de ciência não respondia todas as questões. Mas em Julho desse ano uma pesquisa cientifica meio que bombardeou os fanáticos de Thomas Hobbes: A descoberta que o ser humano não é guerreiro por natureza.

Essa foi a descoberta dos pesquisadores finlandeses Douglas Fry e Patrik Soderberg. Eles se debruçaram a um período que vai de 10.000 anos atrás até a primeira guerra registrada, a Guerra de Lagash, na Suméria. E os resultados eles entregaram na revista Science em janeiro deste ano

Analisaram 148 casos de agressão letal documentados em exemplares desses primeiros humanos em um conjunto de 21 sociedades de caçadores-coletores diferentes. Descobriram que a esmagadora maioria das mortes criminosas foram feitas por assassinatos passionais e não frutos de uma grande organização disposta a jogar um povo contra outro.

esqueleto-guerra-humanos-div
Os vestígios falam por si. A guerra deixa marcas: armas, lesões nos esqueletos, covas em grupo, habitações fortificadas – o que não foi encontrado em massa durante recentes escavações.

Hoplitas da Grécia antiga, em um registro preservado no Louvre.
Hoplitas da Grécia antiga, em um registro preservado no Louvre.

Cerca de 85% das vítimas de homicídios pertenciam ao mesmo grupo, e aproximadamente dois terços de todos os eventos letais nessas sociedades podem ser atribuídos a disputas familiares, competição por sexo, acidentes ou execuções por punição.

Mas se as guerras não tem uma motivação arquetipicamente humana, então como ela surge?
A lógica nos conduz a uma única saída: As guerras surgem quando seus deflagradores não se envolvem com ela.

warbonds

O senhor da Guerra vive isolado dos sentimentos humanos. Isso é essencial para viver em paz com sua consciência.

Por sua vez, o soldado não opta ser insensível, ele é adestrado para isso. Durante a segunda Guerra Mundial, Walt Disney fez um desenho para mostrar como os soldados alemães eram treinados para serem soldados. Lógico que ele vê sob uma perspectiva Norte-americana, ignorando que em seu país havia também uma intensa manipulação das mentes. Mas não tomemos partido aqui, o que importa neste vídeo é mostrar como se condicionam pessoas.

03
Quando você souber de uma guerra
, saiba que ali sempre terão uns poucos que vão ganhar muito com ela e um mar de gente ignorante que faz ela funcionar. Temos que evitar ao máximo os comandos que levam ao prejuízo alheio.  Talvez isso não seja possível, conforme Thomas Malthus e suas descobertas sobre a competição humana. Mas também não precisamos sermos os peões de um jogo em que os reis são poupados ao máximo.

ico-separa-post

De qualquer forma, nós temos que lembrar o que Roberto Carlos dizia: Não importam os motivos da Guerra, a paz é mais importante que eles.

 

A Guerra pelo genial Latuff

 

 

 

 

O que você acha disso?

comentários

Compartilha