Categoria: Arte

David Bowie chutando bundas católicas

O clipe contou com a ajuda de Marion Cotillard (37), vencedora de um Oscar por Piaf – Um Hino ao Amor, e Gary Oldman (55), que atuou na triologia Batman e na saga Harry Potter.

A direção ficou por conta da cineasta Floria Sigismondi (48), que dirigiu o longa The Runaways – Garotas do Rock e trabalhou no último clipe de Bowie, The Stars (Are Out Tonight), que contou com a participação de Tilda Swinton (52).

Esse é o Bowie que eu conheço.

 
Dica do Thiago Pariz com informações do Tribuna Hoje

Hilda, a Pin Up gorda que dominou nos EUA

Você vai conhecer agora uma das Pin Ups mais famosas do mundo, a ruiva tímida e desajeitada HILDA.  Ela era a concorrente direta de grandes divas como Marylin Monroe, com as singularidades da Hilda nunca ter existido de fato e de que ela é uma modelo Plus Size.29

Desde a década de 50 ela frequentou os calendários americanos e foi a punheta inspiração para muitos homens. Ela estava presente em caixas de fósforos, baralhos, os óculos que ela apareceu usando foram mal pirateados e vendidos com sucesso, um fenômeno. Mais de duzentos e cinquenta pinturas dela foram empilhadas e deu três metros de altura.

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Esta é uma das pinturas favoritas do pintor

Hilda foi diferente das outras Pin Ups. Primeiro porque era gorda ( ou, no politicamente correto (argh), plus size.  Mas ela não tinha atributos apenas físicos, como ser gostosa e ruiva. Ela era divertida, inocente, desajeitada, tímida, pastoril, forte e ativa. Parecia que a Hilda não era humana, que vinha diretamente da imaginação masculina.
Peraí, parecia nada!

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Hilda veio mesmo da imaginação masculina. O seu pintor,  Duane Bryers inventou ela sem o uso de nenhuma modelo.

Na verdade, a sua filha foi usada como modelo no começo, mas ela era absolutamente magra!

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Em uma entrevista com Duane Bryers, ele afirmou que pintar o mantinha jovem. Ele soltava gargalhadas ao telefone e era muito auspicioso, mesmo com seus noventa e um anos de idade.

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O valor de suas 100 melhores pinturas varia em torno de 550.000 dólares! E esta é uma delas.
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Em muitas pinturas ela aparece lendo ou estudando, um diferencial da imagem caricata da pin up loira burra, que tantas vezes foi encenada por Marylin Monroe. Hilda era simples e despojada, mas não era burra. Ela poderia dobrar muitos intelectuais, mas sua preferência eram leituras de entretenimento.
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No imaginário masculino as gordas são a preferência, mas as sedentárias são evitadas. Hilda era muito ativa, isso esquenta o coração de um homem.

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Hilda permaneceu sendo vendida durante trinta e seis anos, desde os anos cinquenta até os oitenta, batendo uma marca insuperável

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Técnica dos quadrinhos: ela mostra cenas que pedem a imaginação do espectador. Em quase todas as figuras vemos uma narrativa que se expande do momento estático e sugere ações no passado e para o futuro. Foi uma maneira que o pintor usou para instigar a imaginação e transformar fruição em participação, chamar para dentro da imagem, sugerir, convidar.

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Duane Bryers viveu por cem anos, sempre manteve-se com aspecto feliz e na ativa.

Como costuma acontecer com grandes artistas, o seu trabalho só ganhou a reconsideração depois da sua morte, em 2012.

 

 

 

 

 

 

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Hilda é um desafio à moda atual, que insiste em atribuir uma magreza insalubre como forma de perfeição.  Esta forma inacessível de mulher magra é feita pela indústria, que vive de utopias tão intangíveis quanto a de Hilda, com a diferença de querer fazer com que as mulheres se tornem de fato procuradoras deste ideal, que está nos comerciais ( de refrigerante, inclusive), nas revistas e nas passarelas.  Uma das vítimas mais recentes desse comportamento doentio pela magreza foi a da modelo Ana carolina Reston, que faleceu com 40 quilos e se alimentava de maçã e tomate

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E nessa foto ainda se achava gordinha

 

Hilda tinha vários aspectos interessantes, mas o principal era sua personalidade, o que nos mostra e ensina que a beleza interior é sim responsável pelo fetiche. Se Hilda fosse uma emburrada sedentária e pudica, suas pinturas seriam apenas bem pintadas, não alcançariam o sucesso que alcançaram.01

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Consumismo & Misantropia

Vejam essa foto aí, já falo sobre ela.

Foto: Chris Jordan (2009)
Foto: Chris Jordan (2009)

Veremos a seguir um trecho do filme Samsara (2011), de Ron Frickle, que fez maravilhas audiovisuais, como Koyaanisqatsi, Zeitgueist, Baraka, entre outros

 

Você consegue diminuir o seu consumo? Comer menos carne, menos produtos industrializados? Pode consertar as coisas que estragam ao invés de comprar novas?

Uma antiga tradição japonesa chamada  Kintsukuroi restaura objetos de louça quebrados.

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Kintsukuroi

 

No final do século XV, o Shogun (comandante) Ashikaga Yoshimasa quebrou sua melhor tigela de chá. Então ele voltou à China para que fosse consertada. na volta, alguns ourives se deram conta que seu conserto foi feito com grampos e o resultado não ficou bom. Então esses ourives e alguns oleiros resolveram melhorar a técnica. Kintsukuroi significa consertar com ouro. Mas pode ser feito com ouro, prata ou outro elemento nobre. As fendas são como cicatrizes. E um vaso consertado passou a ser mais belo ainda do que um novo, além de ser mais resistente. Da mesma forma somos nós, que nos tornamos melhores a cada vez que “nos quebramos” e nos reparamos.
Não estamos mais perfeitos, mas adquirimos mais alma, ou seja, mais história, mais valor. Da mesma forma, as coisas que consertamos  passam a ser objetos da casa, como uma garrafa de vidro, em oposição às garrafas descartáveis.

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Nossa era é a era descartável, de obsolescência,  não só nos objetos, mas também nos relacionamentos. O capitalismo excessivamente agressivo empurra consumo exagerado e nós estamos comendo demais, gastando demais, desvalorizando as coisas e pessoas, na velocidade em que a tecnologia permite sugar o planeta.

Por que não tentar mudar o modo de vida? Fica o convite.

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Ah, sobre a primeira foto, lembrei. Vamos ver ela aumentada?

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Pense nisso

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Cyanide & Hapiness

As tirinhas do Cyanide & Hapiness são de uma grande força iconoclasta: Elas desafiam a moral americana de um modo contundente. No Brasil esse tipo de ousadia não seria tolerado. Ácido e pungente, combate os preconceitos e expõe o moralismo ao ridículo, sem nenhum pudor, com cenas fortes e com um traço extremamente simples. Parece que seu autor sofre realmente e age em legítima defesa contra uma sociedade estúpida.

Mas chega de papo-furado. Clique em qualquer coisa nesta matéria e você irá para a página em português.

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Você ainda está aqui? Vai lá, cara!