Categoria: Política

Livres do ISIS, sírias comemoram tirando a burca.

Imagens altamente simbólicas mostram mulheres da Síria se livrando da obrigação de cobrir o corpo com burca após a retirada do estado islâmico do Isis.

Essas fotos foram tiradas na fronteira entre a Síria e a Turquia, logo atrás da saída das tropas do Isis. Primeiro uma caminhonete chega e depois duas delas são mostradas exultantes, tirando a burca preta. Por baixo, roupas alegres e coloridas compõem uma imagem emblemática, com sorrisos e braços para cima. Notamos a conquista da liberdade e imaginamos a opressão em que o gênero sofreu durante o período da teocracia do terror.

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O fato ocorreu dia seis de Junho, em Rojava, norte da Síria. O carro chega logo depois do Isis atravessar a fronteira. Homens aparecem no fundo, com seus filhos no colo. Antes de comemorarem, porém, elas aguardaram a chegada da YPG, uma espécie de exército revolucionário curdo contrário ao ISIS.

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Vídeo mostra esse momento

 

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O ISIS nunca foi legal com as mulheres. Em um panfleto, autoriza o cativeiro e estupro de mulheres que não são do ISIS, justificando-o com ensinamentos de Alá.
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Pergunta 3: Podem todas as mulheres descrentes ser feitas cativas?

“Não há disputa entre os estudiosos de que é permitido capturar mulheres incrédulas [que se caracterizam por] incredulidade original [kufr Asli], como o kitabiyat [mulheres entre os adeptos do Livro, ou seja, judeus e cristãos] e politeístas . No entanto, [os acadêmicos] estão em disputa sobre [a questão de] capturar mulheres apóstatas. O consenso se inclina para proibi-lo, apesar de algumas pessoas de conhecimento acham permissível. Nós [ISIS] inclinamo-nos para aceitar o consenso … ”

Pergunta 4: É permitido ter relações sexuais com um prisioneiro do sexo feminino?

“É permitido ter relações sexuais com cativos do sexo feminino. Alá, o Todo-Poderoso disse: ‘[bem-sucedidos são os crentes] que guardam a castidade, com exceção de suas esposas ou (os cativos e escravos) que suas mãos direitaw possuem, então, eles estão livres de culpa [Alcorão 23: 5-6]’ … ”

Pergunta 5: É permitido ter relações sexuais com um cativo do sexo feminino imediatamente depois de tomar posse [dela]?

“Se ela é virgem, ele [o mestre] pode ter relações sexuais com ela imediatamente depois de tomar posse dela. No entanto, se ela não é, seu útero deve ser purificado [primeiro] … ”

Pergunta 13: É permitido ter relações sexuais com uma escrava que não tenha atingido a puberdade?

“É permitido ter relações sexuais com a escrava que não tenha atingido a puberdade se ela estiver apta para a relação sexual; no entanto, se ela não estiver apta para a relação sexual, então é suficiente desfrutar dela sem relação sexual “.

Pergunta 20: Qual é a lei para uma escrava que foge de seu mestre?

“Um escravo do sexo masculino ou feminino que foge [de seu mestre] comete o mais grave dos pecados …”

Estes são apenas alguns repugnantes exemplos.

A Guerra não é natural ao homem

Antes dá um play aí:

Dois pensadores dividiam o mundo por suas tentativas de explicar a origem do estado: Hobbes e Rousseau

Fight!
Fight!

Deste lado do ringue aparece Thomas Hobbes (1588/1679) e sua ideia de contrato social. Para ele o estado de natureza do homem é a guerra, conforme o autor descreve no Leviatã. O estado serve para conter o homem, senão ele se mataria.

O Homem é o lobo do homem

Do outro lado do ringue temos Rousseau, um dos principais autores do Iluminismo, que também escreve sobre o contrato social, mas o seu ponto vem de outra frente. Para Jean Jacques Rousseau:

O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.

Durante séculos esse impasse têm tirado o sossego dos filósofos, cada um com suas teorias e princípios.

Na época desses filósofos, eles contavam apenas com suas argumentações para observar a natureza, o pouco de ciência não respondia todas as questões. Mas em Julho desse ano uma pesquisa cientifica meio que bombardeou os fanáticos de Thomas Hobbes: A descoberta que o ser humano não é guerreiro por natureza.

Essa foi a descoberta dos pesquisadores finlandeses Douglas Fry e Patrik Soderberg. Eles se debruçaram a um período que vai de 10.000 anos atrás até a primeira guerra registrada, a Guerra de Lagash, na Suméria. E os resultados eles entregaram na revista Science em janeiro deste ano

Analisaram 148 casos de agressão letal documentados em exemplares desses primeiros humanos em um conjunto de 21 sociedades de caçadores-coletores diferentes. Descobriram que a esmagadora maioria das mortes criminosas foram feitas por assassinatos passionais e não frutos de uma grande organização disposta a jogar um povo contra outro.

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Os vestígios falam por si. A guerra deixa marcas: armas, lesões nos esqueletos, covas em grupo, habitações fortificadas – o que não foi encontrado em massa durante recentes escavações.

Hoplitas da Grécia antiga, em um registro preservado no Louvre.
Hoplitas da Grécia antiga, em um registro preservado no Louvre.

Cerca de 85% das vítimas de homicídios pertenciam ao mesmo grupo, e aproximadamente dois terços de todos os eventos letais nessas sociedades podem ser atribuídos a disputas familiares, competição por sexo, acidentes ou execuções por punição.

Mas se as guerras não tem uma motivação arquetipicamente humana, então como ela surge?
A lógica nos conduz a uma única saída: As guerras surgem quando seus deflagradores não se envolvem com ela.

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O senhor da Guerra vive isolado dos sentimentos humanos. Isso é essencial para viver em paz com sua consciência.

Por sua vez, o soldado não opta ser insensível, ele é adestrado para isso. Durante a segunda Guerra Mundial, Walt Disney fez um desenho para mostrar como os soldados alemães eram treinados para serem soldados. Lógico que ele vê sob uma perspectiva Norte-americana, ignorando que em seu país havia também uma intensa manipulação das mentes. Mas não tomemos partido aqui, o que importa neste vídeo é mostrar como se condicionam pessoas.

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Quando você souber de uma guerra
, saiba que ali sempre terão uns poucos que vão ganhar muito com ela e um mar de gente ignorante que faz ela funcionar. Temos que evitar ao máximo os comandos que levam ao prejuízo alheio.  Talvez isso não seja possível, conforme Thomas Malthus e suas descobertas sobre a competição humana. Mas também não precisamos sermos os peões de um jogo em que os reis são poupados ao máximo.

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De qualquer forma, nós temos que lembrar o que Roberto Carlos dizia: Não importam os motivos da Guerra, a paz é mais importante que eles.

 

A Guerra pelo genial Latuff

 

 

 

 

Por que o Uruguay saiu na frente na legalização da maconha?

Bem, como todos estão sabendo, o Uruguay está se tornando um dos primeiros países do mundo a regulamentar a maconha para qualquer cidadão que queira fazer uso. O projeto uruguaio é mais ousado que o Holandês e ainda por cima ocorre debaixo no nosso nariz, o nosso vizinho Uruguay, que já tem demonstrado ser um país referência em diversos outros setores.

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Então vamos ver este vídeo, publicado pelo próprio governo Uruguayo. O vídeo está falado em um espanhol tão claro que aposto que qualquer brasileiro poderá entender boa parte do que é dito.

 

 

Tópicos a serem debatidos

Em primeiro lugar, a questão da política repressora.  Que a guerra contra as drogas foi perdida, isso já se sabe. Mas pela primeira vez, ela foi admitida pelo governo.

Mas… Por que os governos continuam a combater o uso de drogas? Bem, eu poderia dar a vocês um gráfico, mas prefiro uma charge do Latuff:
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Mesmo assim quer o Gráfico? Então tá:
Gráfico
O gráfico contém alguns erros, mas na essência ele continua igual. Ele mostra na linha azul o consumo de entorpecentes e na linha verde a quantidade de dinheiro gasta, ano após ano, na tal Guerra contra as drogas. A curva em verde não é tão acentuada, mas mesmo assim continua sendo grande: os Estados Unidos de fato investem cada vez mais no combate às drogas, mas o consumo nunca variou.

Se a guerra contra as drogas é uma guerra perdida, então por que os governos investem tanto no seu combate?

Bem, acho que todo mundo já viu o documentário chamado A Obsolescência Programada. Se não viu ainda, pára tudo e vai ver. Neste documentário ele fala na obsolescência programada nos objetos de consumo civis, mas não mexe muito no vespeiro. Vejamos: o documentário fala das lâmpadas e impressoras, e que os manufaturados são feitos para durar o menos possível, pois assim é preciso fabricar mais e isso mantém a economia aquecida. O governo fabrica o papel de dinheiro e pra ele não desvalorizar pouco depois, inventa-se um jeito de gastar ele, fazendo-o circular mais e mais.

Agora, uma pergunta: Qual é, de todos os objetos, o mais obsolescente de todos?

Enquanto você pensa aí, vamos continuar. O Uruguai é um país com menos de três milhões e meio de habitantes. Um país menor que o Rio Grande do Sul, cercado das duas maiores potências da América do Sul, o Brasil e a Argentina. Um país pequenino assim teria alguma chance em caso de guerra? Não, né? No Ranking militar da América do Sul, até o Equador pontua, mas o Uruguay, nem sombrinha.

Não faz muito sentido um país tão pequeno criar conflito bélico com nenhuma das potências que o cercam. E também não é rota de droga com os Estados Unidos ou Europa. Isso desestimula os governos imperialistas de dar aquela mesada básica para gastos militares. Quando havia a sombra do comunismo, até vá, ajudou o Uruguay a manter a sua ditadura. Mas agora…? Agora o Uruguay é visto assim:

O Uruguay na versão de Homer Simpson

Então chegou a hora de costurar os pontos pra fazer sentido. O que tem a ver Guerra contra as drogas com Uruguay não ser rota de drogas, com não ter exército, o que tem a ver tudo isso com Obsolescência programada? Lembram da pergunta?

Qual é, de todos os objetos, o mais obsolescente de todos?

Um objeto que dura muito pouco…

Que não pode ser consertado e que custa caro…

Munição, o objeto mais obsolescente de todos

MUNIÇÃO!

A munição dura o tempo de um tiro, não pode ser consertada, sempre precisa ser reposta por artigos novos (mais munição).

As armas nunca passaram pelo processo de anti-engenharia, nunca ninguém as tornou obsoletas. Por que? Porque as armas são geradoras de obsolescência, elas consomem munição, então é bom que uma arma seja eficiente pelo maior tempo possível. O lucro da indústria bélica não são os disparadores, mas sim os projéteis.

Durante a década de setenta, os Estados Unidos davam a sua mesada capitalista aos países pobres, para que lutassem contra o comunismo, as esquerdas e o tráfico de drogas.

O combate à maconha iniciou nos EUA quando a Du PONT comprou alguns senadores para que eles derrubassem o cânhamo, que era o rival do seu novo produto, o nylon. Passaram a chamar a maconha de “maryhuana”, uma alusão aos mexicanos, que fumavam a droga, utilizando assim do preconceito estadounidense aos “Chicanos”, ou seja, a todos os latinos.

O Brasil ainda é preso a este círculo vicioso que condena a maconha por puro interesse militar. Muitos policiais já se deram conta disso. Nos Estados Unidos os policiais mais lúcidos dessa questão fundaram o LEAP, uma sigla para dizer “Agentes da lei contra a proibição”. Eles fazem campanhas com argumentos bem racionais e claros
LEAPbillboard.previewO LEAP Brasil também se esforça:

Mas contra o poderio de influência dos Estados Unidos, o LEAP é visto assim:

LEAPtoon2Tipo: “óóó, que engraçadinhos esses policiais querendo acabar com a Guerra às Drogas, que meigooos!”

Fófis, né? Tão sonhadores…

Mas os tempos mudaram. Os interesses em combater a maconha estão murchando. O Brasil está se industrializando em termos bélicos, a mesada militar está se reduzindo a apenas alguns focos, como é o caso do presidente-pelego da Colômbia Juan Manuel Santos, que ainda recebe grana pra combater as FARC. Mortes e dinheiro, que combinação!

Em outros países andinos, a saída da mesada gringa fez surgir líderes populares como Hugo Chavez e Evo Morales, que estão mais ou menos nos moldes do presidente uruguaio José Mujica, tão popular que anda de fusca, constrói casas populares com seu salário presidencial e tals. O que sustentou as ditaduras latinoamericanas, isto não é nenhuma novidade, foi a verba da CIA. No Brasil entrou o PT que é aquela esquerda light, água de salsicha, porque é claro, nosso contato econômico com os Estados Unidos ainda é bem forte.

Antes de finalizar

Queria dar mais uma das razões de sobre Por Que o Uruguai legalizou primeiro. para isso vou falar de uma experiência pessoal lá no país da Norteña:

Estava eu na capital do país, na frente do teatro Solis, que fica no coração administrativo e soberano da nação Uruguaia (Sente o garbo e a pompa). Especificamente na noite, num bar de esquina, onde todos fumavam seus cigarros -de tabaco, OK? Na minha mesa alguém resolveu fazer a mesma coisa e pediu para um “moço” (lá você chama de moço ao garçom, mesmo que ele tenha noventa e cinco anos de idade) um cinzeiro. Não pode.

-Como não pode?

Ele não tinha cinzeiros no bar, porque é proibido fumar cigarros em ambientes públicos ou sei lá, bares. Mas tava todo mundo fumando. Fumando e jogando cinzas no chão.
Daí aparece um negão vindo da rua, um cara bonito de dois metros de altura, cabelos compridos com dreads, preto, muito preto, falando um inglês estranho, senta e puxa a maior tora de maconha que alguém já viu na vida. Jamaicano, Queniano, sei lá. E só nós ficamos embasbacados com aquilo.

Gente, o Uruguai tem três milhões e meio de habitantes! O show dos Rolling Stones em Copacabana tinha gente do arpoador ao Leme e um terço da população uruguaia. Numa praia. Agora transporta isso a um sistema de policiamento. O Uruguai tem pouquíssimos policiais. Tem pouquíssimo quase tudo, menos vacas, que parece (sem piada) que tem mais gado que humanos por lá.  Outro exemplo, dessa vez com foto:

mate no ônibus
A quantidade de gente que eu vi desrespeitando as leis na cara dura foi incrível. Esse flagrante aconteceu não só na frente do cobrador, como o próprio estava tomando o seu. A lei funciona lá como um alerta: Você pode fazer certas coisas ilegais, mas no caso do seu abuso dar muita bandeira, aí você será cobrado pela lei.

Faz então sentido ficar proibindo maconheiro? Não tem sentido nenhum, é hipócrita!

Na verdade é hipócrita proibir usuário de usar a sua droga em qualquer país do mundo. Como diz o Dráuzio, Se não conseguimos impedir a entrada de drogas num presídio de segurança máxima, imagina na rua!

Ligar para a polícia no Uruguai para denunciar um maconheiro deveria dar uma multa ao denunciante.

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Soa misantropia, mas a real é que não foi a causa maconheira nem a causa do LEAP que fizeram a coisa acontecer como aconteceu, mas sim que a torneirinha de dinheiro americana cessou. Foi cessando, este é um processo lento e a adaptação vai aos poucos. Aqui no Brasil, as forças da extrema direita, logicamente estão apavorados com o novo modelo uruguaio. Mas este é um processo irreversível que apenas demora mais aqui, que nós temos mais o rabo preso com os ianques do que os Uruguaios.

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