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Dilemas éticos do transplante de cabeça

O transplante de cabeça pode vir a se tornar uma realidade no ano que vem, mas desde já a Iconoclastia Incendiária vai debater os dilemas éticos desse procedimento. Antes, contudo, vamos entender um pouco do assunto.
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O analista de sistemas russo Valeri Spiridónov será a primeira pessoa na história da humanidade a passar por um transplante de cabeça, em 2017. Ele sofre de uma doença muscular chamada Síndrome de Werdnig-Hoffman e está em fase terminal.
O transplante deve ser realizado pelo médico italiano Sergio Canavero, diretor do grupo de neuromodulação avançada de Turim. Canavero anunciou o plano de realizar o primeiro transplante de cabeça em 2013.

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A ideia é transplantar a cabeça para um corpo que tenha sofrido morte cerebral.

A operação é muito complexa:  Com uma duração de 36 horas envolverá 150 médicos e enfermeiros.  Depois do transplante, Sporidonov ficará em coma entre três e quatro semanas, para permanecer imóvel. Ele será medicado para que não haja qualquer forma de rejeição do corpo à cabeça.

O Médico italiano terá a parceria do neurocirurgião chinês Xiaoping Ren, que já transplantou a cabeça de mais de mil ratos. Eles retornam da cirurgia respirando, movendo as pernas e olhos, MAS… nenhum sobreviveu mais que alguns minutos.

“Estou com medo? Sim, é claro que estou.

Mas não é apenas muito assustador, é também muito interessante”, argumenta Spiridonov. “Você tem que entender que eu realmente não tenho muitas opções… Se eu não tentar isso, meu destino vai ser muito triste. A cada ano meu estado está ficando pior”.

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Os custos estão estimados em 11 milhões de dólares, mas os valores mais altos aqui não são monetários, mas da ordem filosófica, e é disso que se trata essa matéria.

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Nossa vida não dura nada. Não vale coisa nenhuma.

Todo o amor que nos dão um dia será inútil. Todas as conquistas, toda riqueza que acumulamos, um dia, PLIM.

Sobre isso temos um grau de certeza gigante.
Mas sobre paraísos e reencarnações, temos apenas uma ínfima parte de conhecimento, integralmente vindo de crenças e superstições.

Então você decide como vai aproveitar estes ridículos oitenta, noventa, cem anos de sua vida, supondo que viva tudo isso.
Não é nada perto dos 210 mil anos da humanidade. Muito menos perto dos 13,7 bilhões de anos do Universo.

É… nossa vida é menos que um estalo. E pode cair por um vírus que mede 450 vezes menos que um só espermatozoide.

E você se dedica a quê? Como você passa seu tempo? Como ganha e como gasta seu dinheiro?

Tem gente que se dedica a ideologias que não tem outro objetivo senão dar lucro a um pequeno grupo.
Tem gente que acha que trabalhando incansavelmente terá uma boa aposentadoria.

Enquanto isso, Mário Quintana diz que o tic tac do relógio é a morte costurando a sua mortalha