Exercício sobre as retrospectivas

Tentei fazer uma retrospectiva, mas não rola, são muitas imagens.
Creio que é muito interessante pra alguém que a gente tenha uma data para fazer retrospectivas. Especialmente para quem não quer que levantem o tapete, pois deve haver alguma sujeira lá dentro.

Retrospectivas não podem ser acimentadas em agendas. A gente precisa de retrospectivas quase todo o tempo. Sonhar é uma retrospectiva. Temos problemas para lidar que são negociados no curso da retrospectiva. Ela é o nosso grande harmonizador. Então quando ouvimos das religiões, imprensa, comércio, (grandes poderes, basicamente) que ESTE É O MOMENTO de fazer uma retrospectiva, cuidado.

Vamos separar o joio do trigo, separar a nossa necessidade intrínseca e arquetípica de refletir da agenda social. Até porque retroagir sobre nossas lembranças é algo que ocorre mecanicamente até, sem fazer alarde. Me mostre alguém que não esteja refletindo sobre si e eu te mostrarei um enfermo.

No momento que nos unimos para refletir em coro, estamos sendo atores da coesão. E nesse espaço, que aparenta ser um cone social, os menos influentes acabarão ficando na base da pirâmide. E sobre quem estávamos falando? Sobre grandes poderes.

Me parece matemática de tão bem acabada essa mecânica: Quem está no topo do cone estabelece controle sobre um ato involuntário.

Me pergunto se isso de controlar não possa trazer como consequência a castração de uma coisa feita sempre, uma rotina. Acompanhe a lógica: Se, por conceito, estabelecemos uma data x para fazer retrospectivas, então por preconceito achamos errado a retrospectiva no dia Y. E pior ainda se forem 364 dias diferentes.

Pode ser alarmismo: precisamos de certas regras para viver, mas mesmo assim fica muito melhor quando a gente sabe o que está seguindo, até que ponto podemos embarcar nessa, até que ponto não estamos resvalando para dentro do buraco negro do controle de massas.01

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