O engano do argumento armamentista

Eleitor do Bolsonaro acha que ele vai distribuir revólver por aí. Vamos esclarecer alguns pontos?

1- Presidente nenhum pode legalizar a venda de armas, ela passa pelo congresso e pelos senadores e nenhuma dessas casas sequer está acenando pra isso.

2- O preço médio de um revolver Taurus 38 (um dos mais baratos no mercado) está por volta de 3 mil reais (existem mais baratos no mercado clandestino).
Uma única bala custa entre R$ 5 (na promoção) e R$10,00
3- Aulas de tiro mais aluguel de horário de stand de tiro, 6 mil reais.
4- Documentação, consulta pra avaliação psicológica, documento de porte de arma, etc. 3 mil reais (Valores de São Paulo)

5- Você vai gastar uma média de seis mil reais só pra ter uma arma e seis projéteis em casa e achar que está “seguro”, fora os custos de manutenção e treino que passam de dois mil reais por ano.

Sabe quem vai poder ter arma? Se você não é rico, então é daqueles pobres que defendem o direito dos ricos, porque a maioria aqui não tem dinheiro pra ter uma arma. Mas pros bandidos sim, vai ser bem mais fácil terem armas.

6- Sabe de quem os bandidos roubaram uma arma, que agora serve ao crime? Roubaram do Jair Bolsonaro, em 1995, na zona norte do Rio. E até hoje, a sua Glock 380 serve ao crime. Com mais pessoas tendo acesso às armas, mais inchado ficará seu mercado negro, hoje dominado pelos honestíssimos militares.

7- “Mesmo armado, me senti indefeso” disse o próprio armamentista.

8- É claro que sim. Porque armas não aumentam a proteção, apenas aumentam a quantidade de crimes passionais. O que aumenta a segurança de um povo é a EDUCAÇÃO e a DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.

9- Educação e distribuição de renda. Vamos lembrar que Bolsonaro votou a favor do projeto do Temer que congela por VINTE ANOS os investimentos em saúde e educação. E sobre a distribuição de renda, é dele o projeto do imposto único, que faz com que as camadas mais pobres paguem o imposto das camadas mais ricas. Tudo exatamente o contrário do que um dos países com maior desigualdade social como o Brasil precisa.

Talvez se as pessoas lessem um pouco mais, se informassem mais, não estariam tratando o assunto de modo tão simplista e ingênuo.

O que você acha disso?

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