Categoria: Comportamento

O Feminismo mudou o modo das pessoas pensarem? Se sim, em que velocidade?

Nos anos 30, Gabrielle Chanel já estava revolucionando o mundo com seus chapéus, calças femininas e bijouterias. Era uma nova mulher. Chamaram ela de revolucionária.

Mas na verdade o movimento feminista já dava seus ares desde antes ( E vou deixar de lado a Simone de Beauvoair por ela ser um caso atípico).    No século XIX haviam os movimentos em prol da educaçlão feminina, dos Direitos Trabalhistas (aqui no Brasil com Getúlio Vargas) e com o Sufrágio

Luta pelo Sufrágio Feminino, em 1912, EUA
Luta pelo Sufrágio Feminino, em 1912, EUA

E daí vieram os anos sessenta. O feminismo estava nas ruas, por todos os lados.
Pelo menos é assim que pensamos hoje em dia. Mas será mesmo? Vamos ver um trecho extraído do documentário “Eu Tarzan, Você Jane”, de 2006, exibido pelo GNT em 04/2008.

E 50 anos se passaram desde esses registros. Deixo a pergunta: Muita coisa mudou? Se sim, ONDE mudou? Será que o seu vizinho ainda pensa como ha 50 anos atrás?
Ou mais:  Não será que apenas o discurso é que mudou, mas os pensamentos ainda estão congelados no tempo?

Deixem suas opiniões nos comentários, é lá que esta matéria continua.

Mexeu com um, mexeu com todos

Em Iconoclastia estudamos o poder de engajamento que constrói exércitos. Alguém que tem um grupo, tem um amor por este grupo, poderá fazer qualquer coisa por ele.

Inclusive começar uma perseguição fantástica!

Alexian Lien estava dirigindo sua Ranger Rover acompanhado da esposa e do filho de 5 meses quando se envolveu em um acidente com um enorme grupo de motociclistas. O motorista chegou a parar, mas logo começaram a bater e danificar seu carro. Temendo pelas agressões e pela segurança de sua família, Alexian acelerou e segui em frente, causando outro acidente ainda maior.

Deu-se início então a uma longa perseguição, com o automóvel de Alexian Lien sendo seguido por dezenas de motos, até ser parado definitivamente em um semáforo. O primeiro motociclista a abordar o carro, quebra o vidro com o capacete e arranca Alexian do carro. A partir daí a gravação foi interrompida, até para preservar os agressores, já que a filmagem foi toda feita por um dos motociclistas que fazia parte do grupo.

Segundo relatos Alexian foi linchado por vários motociclistas, mas sem necessariamente sofrer lacerações e fraturas que poderiam se tornar fatais. Dizem ainda que um motociclista morreu, o que não foi depois confirmado.

O vídeo recebeu inúmeros comentários, sendo que a maioria em apoio a Lien. Muitos justificaram que fariam o mesmo para proteger sua família e a si mesmo, e que só um louco pararia diante de 100 motociclistas para conversar sobre o acidente.
Texto e vídeo do fodástico Sedentário

A Guerra não é natural ao homem

Antes dá um play aí:

Dois pensadores dividiam o mundo por suas tentativas de explicar a origem do estado: Hobbes e Rousseau

Fight!
Fight!

Deste lado do ringue aparece Thomas Hobbes (1588/1679) e sua ideia de contrato social. Para ele o estado de natureza do homem é a guerra, conforme o autor descreve no Leviatã. O estado serve para conter o homem, senão ele se mataria.

O Homem é o lobo do homem

Do outro lado do ringue temos Rousseau, um dos principais autores do Iluminismo, que também escreve sobre o contrato social, mas o seu ponto vem de outra frente. Para Jean Jacques Rousseau:

O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.

Durante séculos esse impasse têm tirado o sossego dos filósofos, cada um com suas teorias e princípios.

Na época desses filósofos, eles contavam apenas com suas argumentações para observar a natureza, o pouco de ciência não respondia todas as questões. Mas em Julho desse ano uma pesquisa cientifica meio que bombardeou os fanáticos de Thomas Hobbes: A descoberta que o ser humano não é guerreiro por natureza.

Essa foi a descoberta dos pesquisadores finlandeses Douglas Fry e Patrik Soderberg. Eles se debruçaram a um período que vai de 10.000 anos atrás até a primeira guerra registrada, a Guerra de Lagash, na Suméria. E os resultados eles entregaram na revista Science em janeiro deste ano

Analisaram 148 casos de agressão letal documentados em exemplares desses primeiros humanos em um conjunto de 21 sociedades de caçadores-coletores diferentes. Descobriram que a esmagadora maioria das mortes criminosas foram feitas por assassinatos passionais e não frutos de uma grande organização disposta a jogar um povo contra outro.

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Os vestígios falam por si. A guerra deixa marcas: armas, lesões nos esqueletos, covas em grupo, habitações fortificadas – o que não foi encontrado em massa durante recentes escavações.

Hoplitas da Grécia antiga, em um registro preservado no Louvre.
Hoplitas da Grécia antiga, em um registro preservado no Louvre.

Cerca de 85% das vítimas de homicídios pertenciam ao mesmo grupo, e aproximadamente dois terços de todos os eventos letais nessas sociedades podem ser atribuídos a disputas familiares, competição por sexo, acidentes ou execuções por punição.

Mas se as guerras não tem uma motivação arquetipicamente humana, então como ela surge?
A lógica nos conduz a uma única saída: As guerras surgem quando seus deflagradores não se envolvem com ela.

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O senhor da Guerra vive isolado dos sentimentos humanos. Isso é essencial para viver em paz com sua consciência.

Por sua vez, o soldado não opta ser insensível, ele é adestrado para isso. Durante a segunda Guerra Mundial, Walt Disney fez um desenho para mostrar como os soldados alemães eram treinados para serem soldados. Lógico que ele vê sob uma perspectiva Norte-americana, ignorando que em seu país havia também uma intensa manipulação das mentes. Mas não tomemos partido aqui, o que importa neste vídeo é mostrar como se condicionam pessoas.

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Quando você souber de uma guerra
, saiba que ali sempre terão uns poucos que vão ganhar muito com ela e um mar de gente ignorante que faz ela funcionar. Temos que evitar ao máximo os comandos que levam ao prejuízo alheio.  Talvez isso não seja possível, conforme Thomas Malthus e suas descobertas sobre a competição humana. Mas também não precisamos sermos os peões de um jogo em que os reis são poupados ao máximo.

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De qualquer forma, nós temos que lembrar o que Roberto Carlos dizia: Não importam os motivos da Guerra, a paz é mais importante que eles.

 

A Guerra pelo genial Latuff

 

 

 

 

Sobre a teoria das janelas quebradas

 

Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor, abandonadas na via pública. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

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Palo Alto – EUA

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram.Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

 

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Bronx

Mas a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Evidentemente, não é devido à pobreza, é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma idéia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação. Faz quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras. Induz ao “vale-tudo”. Cada novo ataque que a viatura so fre reafirma e multiplica essa idéia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Baseados nessa experiência, foi desenvolvida a ‘Teoria das Janelas Partidas’, que conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

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Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e delitos cada vez mais graves.Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pesso as forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas, estes mesmos espaços são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às norm as de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinqüente, pois aos dos abusos de autoridade da polícia deve-se também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na rua onde vivemos. A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.

Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc.

Reflita sobre isso!

 

Este texto foi copiado integralmente do blog Alamedas. E aqui a pesquisa